A dose de reforço da Coronavac-Sinovac-Butantan está há mais de 28 dias atrasada para 25.484 pessoas em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Em Campo Grande, esse quantitativo é de 7.674 pessoas. O intervalo entre doses supera o recomendado pelo laboratório, que é de 28 dias entre as doses.
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O atraso de chegada de vacinas da Coronavac se deve à contratempos na importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para fabricação da vacina pelo Instituto Butantan.
Ao Correio do Estado, a SES diz que os municípios do interior tem 35.560 doses em estoque para aplicação da D2 da Coronavac, e, por isso, há remanejamento de doses entre cidades.
A SES realizou levantamento nos 79 municípios do Estado para apurar quais cidades zeraram a fila de D2 atrasada da Coronavac para remanejamento doses e troca de AstraZeneca por Coronavac.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirma que o Ministério da Saúde enviou o número de vacinas solicitadas pelo Estado.
“Entretanto alguns municípios fizeram um subdimensionamento das pessoas que estavam com a segunda dose da Coronavac atrasada. Por isso fizemos levantamento junto aos municípios para o remanejamento de doses não usadas para enviarmos aos que estão precisando”.
Na última quarta-feira (2), a SES enviou 7.300 doses da Coronavac à sete municípios que precisavam finalizar a imunização de cidadãos que estavam com a D2 atrasada.
Foram enviadas cinco mil doses para Campo Grande, duas mil doses para Dourados, 60 doses para Paraíso das Águas, 40 doses para Tacuru, 20 doses para Nova Alvorada do Sul, 50 doses para Sete Quedas e 130 doses para Aquidauana.
Na sexta-feira (4), duas mil doses da Coronavac foram enviadas à Campo Grande para aplicação da D2. Ao todo, 238.824 doses da Coronavac foram destinadas à Capital.
Recomendação
O Ministério da Saúde orienta que a população tome a segunda dose mesmo atrasada para completar o esquema vacinal e garantir a proteção adequada contra a Covid-19.
O infectologista André Barbosa explica ao Correio do Estado em 23 de abril que o atraso na aplicação da segunda dose não traz riscos à saúde da população e não diminui a eficácia da vacina.
“Não existe um prazo determinado, é possível receber a segunda dose depois de uma semana, 12 dias, 15 dias, a proteção não vai mudar, será exatamente a mesma e a pessoa será imunizada”.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende afirmou anteriormente que uma das formas mais eficazes de se combater a pandemia é tomando a vacina.
“Além do processo de higiene, usar máscara, distanciamento social, a gente aponta mais uma coisa importante no processo de enfrentamento à Covid-19: a vacina”.
Vacinômetro
A plataforma disponibilizada pela SES divulga em tempo real a situação do processo de imunização em cada município do Estado.
As pessoas podem informar-se a respeito quantas doses foram aplicadas (dose 1 e dose 2); percentual de vacinados; percentual de imunizados; grupos que já receberam a vacina; entre outros.
Mato Grosso do Sul é o estado que mais vacina no país, de acordo com dados das secretarias de Estado de saúde das 27 unidades federativas.
Segundo dados da ferramenta, 1.288.188 doses já foram aplicadas no Estado desde 18 de janeiro de 2021, início da campanha de imunização.
Com isso, 32,45% da população sul-mato-grossense está vacinada e 13,39% imunizada.
Em Campo Grande, 447.752 doses já foram aplicadas, sendo 315.498 da primeira e 132.254 da segunda.
Com isso, 34,82% da população campo-grandense está vacinada e 14,6% imunizada.
Confira aqui o calendário atualizado de imunização na Capital. Os dados são do vacinômetro disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde.