Cidades

COMBATE À DENGUE

Fumacê contribui para redução nos casos de Dengue em Campo Grande

Inseticida visa eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti em residências

Campo Grande utiliza o fumacê como estratégia no combate à Dengue. O serviço percorre bairros de Campo Grande com o objetivo de combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Com aplicação do inseticida, os casos de Dengue diminuíram 97% no primeiro trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Últimas notícias

Campo Grande está na 63ª posição entre os 79 municípios do estado de Mato Grosso do Sul na lista de cidades com maior incidência de Dengue, o que classifica o município com baixa incidência da doença.

O fumacê percorre ruas da Capital de segunda à sexta-feira, das 16h às 22h, em bairros pré-estabelecidos pela Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

A aplicação do fumacê deixa de ser feita caso haja chuva, neblina ou vento forte porque estas condições meteorológicas prejudicam a eficácia do serviço.

É recomendado que moradores abram portas e janelas para que o veneno entre nas casas e elimine os criadouros do mosquito.

O biólogo Marcus Paulo Gonçalves afirma ao Correio do Estado que o fumacê é eficaz no combate ao mosquito Aedes Aegypti, pois os insetos morrem com a vaporização do produto químico.

Humanos e animais domésticos são proibidos de inalarem a Cipermetrina, que é a substância química utilizada na produção do inseticida.

“Como todo produto químico, existe risco de saúde para a população, mas só é aquele risco se for muito inalável ou se tiver contato muito direto com o produto, porque de certa forma são agrotóxicos e fazem mal para as pessoas. Mas no geral, o fumacê não é prejudicial à população”.

Doenças, sintomas e tratamento

Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela são doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes Aegypti.  

A enfermeira Nivea Lorena explica ao Correio do Estado que os sintomas da dengue são dor de cabeça, dor nos ossos, dor atrás dos olhos, vômito, febre e mal-estar.  

Os sintomas da Zika são febre, dor de cabeça, dor na articulação e olhos vermelhos. 

Os sintomas da Chikungunya são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. Os sintomas da Febre Amarela são palidez, dor de cabeça, calafrios, febre e mal-estar.

O tratamento da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela é feito com medicamentos que aliviam sintomas, como analgésicos. É recomendado que o paciente beba bastante líquido.  

Além disso, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos em hospitais. O objetivo é amenizar dores e repor hidratação e fluídos perdidos durante vômito, sudorese ou sangramento.

Recomendações

É imprescindível que a população campo-grandense tenha consciência e faça sua parte para evitar focos do mosquito Aedes Aegypti. 

O objetivo é eliminar criadouros do mosquito para diminuir número de casos, internações, mortes e proteger a saúde da população.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da SES, a população pode:

  • evitar deixar água parada em vasos de plantas, 
  • manter caixas d’água bem fechadas, 
  • eliminar acúmulo de água sobre a laje, 
  • manter garrafas e latas tampadas, 
  • fazer manutenção em piscinas, 
  • manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos e tampar ralos. 

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende afirma que a dengue faz vítimas assim como a Covid-19. 

“A comunidade deve estar atenta porque 80% dos reservatórios com proliferação estão nas casas das pessoas", expressa.

"Vamos aproveitar que muitas pessoas estão ficando em casa por conta da pandemia da Covid-19, para limpar o quintal e intensificar a guerra contra o mosquito”, acrescenta.

A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) afirma ao Correio do Estado que a corporação apoia medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypti. 

“Realizamos todo fim de mês uma grande limpeza em todas as unidades operacionais. É uma atitude de apoio, uma ação interna que ocorre em todo o estado”.

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