Secretaria Estadual de Saúde (SES) afirmou nesta terça-feira (22) que os medicamentos que estão em falta no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) se devem a um desabastecimento mundial.
O responsável pela pasta, Geraldo Resende afirmou que o Estado abriu diversas licitações para as aquisições, mas não apareceram empresas interessadas nos certames.
“As licitações estão dando desertas, que é quando não há interessados. Devido ao desabastecimento mundial, certos medicamentos tiveram aumentos estratosféricos em seus preços”, disse.
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Resende relatou que, apesar disso, a secretaria está trabalhando para que o desabastecimento não ocorra na Capital e no interior.
“Continuamos trabalhando, como sempre fizemos, para que não falte nada a ninguém, não só no Hospital regional, mas também nos hospitais do interior".
Em março deste ano, a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma lista de medicamentos usados em UTI's que estavam em falta no país.
A lista com mais de 20 remédios contava com o rocuronio, cisatracurio e o atracúrio, usados para facilitar a intubação, o sedativo midazolam, o fentanil, indicado para dores extremas e o propofol, usado para indução e manutenção de anestesia geral.
No mesmo mês, nota emitida pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) expressava "extrema preocupação" com a falta de medicamentos usados no tratamento de pacientes graves de Covid-19 e outras doenças autoimunes.
A reportagem pediu para a SES a lista dos medicamentos das licitações desertas, mas não foi respondida até à publicação.