Com o repasse de 150 mil doses extras da Janssen, Mato Grosso do Sul, que está entre os estados brasileiros onde a vacinação está mais avançada, terá um salto de imunização.
Até sexta-feira, MS tinha vacinado 38,80% da população com a primeira dose e completado a imunização de 15,69% com a segunda dose. Com o novo lote, será possível alcançar o patamar de 44% da população vacinada com a primeira dose nos próximos dias.
Como a Janssen possui dose única, o salto de imunizados será de 6%, ou seja, 21% da população estará protegida contra as formas graves da Covid-19 nas próximas semanas.
O envio para a fronteira é referente aos 5% das 3 milhões de doses da Janssen, parte delas desembarcaram nesta sexta no País. Produzida pelo grupo Johnson & Johnson, este imunobiológico tem eficácia de 85% para casos graves de Covid-19, proteção completa contra hospitalização e morte pela doença.
O repasse de doses extras faz parte de estudo do Vaccine Effectiveness in Brazil Against Covid-19 (Vebra Covid-19).
De acordo com a secretária-adjunta de Saúde do Estado, Crhistinne Maymone, receber as doses extras para a pesquisa é um privilégio, haja vista que, além da diminuição de circulação da carga viral, haverá celeridade na vacinação contra o coronavírus.
“As 150 mil doses da Janssen não são contabilizadas de forma habitual pelo Plano Nacional de Imunização [PNI], são um plus ligado à pesquisa. E com isso, temos a perspectiva de sermos o primeiro estado a ter 100% da população vacinada”, relatou Maymone.
Liderado pelo infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, a pesquisa vai analisar o impacto da vacinação em massa em pessoas entre 18 e 50 anos nas 13 cidades de fronteira do Estado, após 14 dias de dose única da Janssen.
Conforme Croda, por conta da densidade populacional de Mato Grosso do Sul, estimada em 2,8 milhões de habitantes, as 150 mil doses da Janssen farão toda a diferença na campanha de vacinação. Segundo o infectologista, mais de 20 pesquisadores estarão envolvidos na análise.
Cabe à Secretaria de Estado de Saúde (SES) determinar o início da vacinação. Segundo Crhistinne, a Pasta ainda não recebeu o calendário de distribuição das doses do Ministério da Saúde.
PROJEÇÃO
Ao Correio do Estado, a secretária-adjunta de Saúde do Estado, Crhistinne Maymone, disse que há garantia de repasses importantes de doses para os próximos meses. Neste cenário, ela estima que em três meses por volta de 70% dos sul-mato-grossenses já estejam vacinados com a primeira dose contra a Covid-19.
“A partir do momento que tivermos 70% de vacinados, diminuiremos a circulação viral e, como consequência, vamos caminhar para a imunidade coletiva. Senão, o vírus ganha, e quanto mais demorarmos a vacinar, mais variantes deverão surgir”, salientou Maymone.
40,5% de vacinados
Campo Grande atingiu nesta sexta-feira a importante marca de 40,55% de sua população vacinada. São 367.445 pessoas com a primeira dose e 160.386 de imunizados, o que representa 17,7% dos moradores da Capital.
CAPITAL
Apesar de atuar como epicentro da doença no Estado com 117.538 casos e 3.267 mortes por coronavírus, Campo Grande opera com a vacinação avançada. Nesta sexta-feira, a Capital ultrapassou a marca de 527.331 doses contra o coronavírus aplicadas, sendo 11 mil vacinados apenas nas últimas 24 horas.
Referentes à primeira etapa de vacinação, 367.445 moradores já receberam a primeira dose e 160.386 a segunda, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau). O município atingiu, ainda, o índice de 40.55% da população vacinada.
Apesar de 17,7% dos campo-grandenses já estarem imunizados contra a Covid-19, alguns moradores deixaram de comparecer para a aplicação da segunda dose. É importante salientar, que a imunidade contra a Covid-19 só é atingida após duas semanas da vacinação com a segunda dose.
De acordo com a Sesau, cerca 1.459 pessoas já foram convocadas para a vacinação e não compareceram na data propícia. Desses, pelo menos 257 moradores da Capital deixaram de tomar a segunda dose da Coronavac.
A maior parte, porém, são de pessoas que não tomaram a segunda dose da Astrazeneca, mesmo já tendo sido convocadas pela prefeitura, são 1.202 pessoas nesta situação.
Segundo a Sesau, apesar disso, as doses não estão em atraso, já que o prazo limite para a aplicação do imunizante de Oxford é de três meses e atualmente os vacinados estão sendo convocados com dois meses da primeira vacina.