O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o secretário estadual de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso, assinaram o decreto que determina o tombamento da centenária Catedral Nossa Senhora da Candelária, em Corumbá, como bem do Patrimônio Histórico Material de Mato Grosso do Sul.
O Conselho Estadual de Cultura reconheceu em agosto de 2017, o valor histórico da igreja construída entre 1872 e 1877, e homologou o processo de tombamento.
De acordo com a Lei n°3.522, o bem será inscrito no Livro de Tombo Histórico, no qual são inscritas as coisas de interesses históricos, obras de arte histórias e documentos paleográficos ou bibliográficos.
A tradicional igreja foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural em fevereiro de 2017, pela Prefeitura de Corumbá, através do decreto n°1.748, assinado pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira.
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Considerado um dos templos mais antigos do Estado, a Igreja foi erguida com elementos da arquitetura eclética pelo conhecido pregador imperial Frei Mariano de Bagnaia em frente à Praça da República.
O local é símbolo da heroica retomada de Corumbá durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Em seu altar, ressalta-se um brasão da coroa portuguesa, o que retrata as influências europeias e guarda também uma imagem da padroeira da cidade, a Nossa Senhora da Candelária.
Resgate do patrimônio
“Cercada de história que, reais ou não, alimentam o imaginário da população, criando vínculos memorialísticos e culturais, a igreja está inserida numa região próxima de outros prédios e monumentos que já tiveram seu valor histórico reconhecido”, manifestou-se o Conselho Estadual de Cultura em seu parecer pelo tombamento, há quatro anos.
Sua construção gerou lendas ainda cultuadas entre os moradores, envolvendo o bispo e a cidade, que o homenageia com nome de rua.
O prédio foi interditado em 2016, quando uma porte significativa da estrutura de gesso do teto caiu, desde então, foi iniciado um longo processo de restauração e requalificação que está em fase de conclusão pela prefeitura e conta com apoio financeiro do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura.
As intervenções priorizam valorizar a estética original e incluem pintura, piso, recuperação interna da torre, assim como sistema de sonorização e climatização.