Campo Grande registrou queda de 80% nos casos de dengue, se comparado ao primeiro semestre de 2021 e ao mesmo período do ano passado.
Prova disso é que até o mês passado foram registrados 3,5 mil casos. Enquanto de janeiro a junho de 2020, teve 17,5 mil notificações.
Junho foi o segundo mês com menor número de notificações dos últimos três anos, ficando atrás de outubro de 2020.
“Nosso maior medo era que, junto com a pandemia da Covid-19, tivéssemos que enfrentar um terceiro ano de epidemia de dengue”, explica o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.
Mortes
De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul registrou a 12ª morte por dengue.
A vítima foi uma mulher, de 84 anos, que morava em Anaurilândia.
Outras mortes provocadas pelo mosquito Aedes aegypti foram em Dourados, que teve dois óbitos; Campo Grande e Corumbá também com dois óbitos cada.
Três Lagoas, Caarapó, Nova Alvorada do Sul, Ivinhema e Aparecida do Taboado com uma morte cada município.
Casos
Três Lagoas continua liderando o ranking estadual, com 1,6 mil casos de dengue. Em seguida está Corumbá com 1,1 mil confirmações e Maracaju com 504.
Campo Grande ocupa a quinta posição no Estado, registrando 313 casos.
Os municípios que tem apenas um caso são Alcinópolis, Caracol, Jateí, Tacuru e Taquarussu.
Ações de combate
Para tentar eliminar o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, Zika e Chykungunia, diariamente o serviço de borrifação ultra baixo volume (UBV), conhecido como Fumacê, passa por diversos bairros de Campo Grande.
O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças.
Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.
Além disso, dentre as ações de combate à dengue, também está a segunda fase do projeto Wolbachia, que inclui a soltura dos mosquitos com a bactéria, que está presente em diversos insetos.
Mais dez bairros passam a receber os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria, com objetivo de fazer o controle da dengue, Zika e chikungunya.