Mato Grosso do Sul pode ter aplicação de terceira dose da vacina contra a Covid-19 em idosos, ou segunda dose, no caso de quem tomou vacina de dose única.
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que o processo será iniciado “assim que for possível”.
“Nós queremos respeitar o Ministério da Saúde e outros estados”, disse, explicando que é necessário a autorização do Ministério para o reforço da imunização.
Resende citou o fato de que a chamada terceira dose está em discussão bastante aprofundada em alguns países, enquanto outros já estão na fase da aplicação.
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Nessa quinta-feira (12), a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos autorizou a aplicação de uma terceira dose de vacinas, mas apenas em pessoas imunossuprimidas e que receberam transplante de órgãos.
Em Mato Grosso do Sul, Resende afirma que a expectativa é aplicar dose de reforço em idosos, como um processo para aumentar o grau de imunidade, independente de qual vacina a pessoa tenha tomado.
“Nós vamos iniciar esse processo e, se for possível, a gente fazer isso para evitar o quadro da possibilidade de chegar aqui variantes e também que a gente possa chegar ao patamar da volta a normalidade”, disse o secretário.
Terceira dose
No dia 23 de julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmou, em comunicado, que ainda não há evidências suficientes para uma recomendação do uso de terceira dose como reforço às duas doses já tomadas contra a covid-19 na maioria dos imunizantes, com exceção dos de dose única, como o da Janssen.
A discussão e os estudos sobre terceira dose começaram, especialmente diante do surgimento e circulação de variantes do novo coronavírus.
Em seu informe, a Anvisa diz que não se sabe por quanto tempo a proteção dada pelas duas doses (ou dose única) durará e se haverá necessidade de doses de reforço com intervalos.
A Anvisa lembrou que há uma discussão dentro da comunidade internacional de autoridades de saúde, que pondera o fato de se pensar em uma terceira dose quando a maioria do mundo está longe de imunizar o total da população com mais de 18 anos.
O órgão informou que avaliará se e quando uma terceira dose será necessária.
A agência acrescentou que acompanha os estudos sobre o surgimento de novas variantes e impactos nas vacinas.
“Até o momento, todas as vacinas autorizadas no país mantêm proteção contra doença grave e morte, conforme os dados publicados. Ainda não há dados ou estudos conclusivos que indiquem a necessidade de uma dose de reforço das vacinas autorizadas”, diz a nota da autoridade sanitária.
Até agora já foram aprovados três estudos clínicos sobre a necessidade e conveniência da terceira dose, um da Pfizer/BioNTech e dois da AstraZeneca.