O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), discorda da priorização da aplicação da terceira dose de vacinas contra a Covid-19 em idosos.
A priorização tem sido defendida pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, que vem ressaltando que Mato Grosso do Sul deve começar em breve a aplicação das doses de reforço nesse público.
Conforme o prefeito, o foco deveria ser em aplicar a vacinação em toda a população, tendo em vista que ainda há milhares de pessoa que não tomaram nem a primeira dose.
No entanto, conforme Trad, o Município irá seguir o que determinar o Ministério da Saúde.
“A gente sempre obedeceu às ordens do Ministério da Saúde, ainda que a gente discorde”, disse.
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“Eu acho que antes de se aplicar a terceira dose, tinha que ter todos aqueles que estão aptos a receber pelo menos a primeira”, acrescentou Trad.
O prefeito disse ainda que, caso haja determinação para a dose de reforço, ela será atendida.
Já o secretário estadual de Saúde defende que seja feita a priorização, mas que não seja paralisada a vacinação de adolescentes.
"Podemos fazer uma mediação, uma proporcionalidade das doses das vacinas, desde que elas cheguem, para direcionar um quantitativo para idosos e outro para adolescentes", disse Resende em live nessa quarta-feira.
Mato Grosso do Sul quer ser a primeira unidade da Federação a iniciar a aplicação da dose extra, que deve ocorrer para todos os idosos, independente de qual imunizante a pessoa tenha tomado.
Terceira dose
Nessa quarta-feira (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a aplicação da terceira dose para reforçar a imunização contra a Covid-19 deve começar por profissionais de saúde e idosos.
A ideia é reforçar a imunização diante do avanço de variantes do vírus, como a delta.
Por enquanto, ainda está sendo feito o planejamento.
“No momento em que tivermos todos os dados científicos, número de doses suficientes, já orientar o reforço dessa vacina, isso em relação a todos os imunizantes disponíveis", afirmou o ministro.
"Ainda não há evidência científica sólida de como deve ser. Se deve ser o mesmo imunizante, outro, e qual o momento de fazer isso", afirmou o ministro.
"Pessoas com duas doses podem adoecer, inclusive em formas graves, mas se compararmos os que se vacinaram com duas doses e aqueles que não receberam a vacina, o benefício da imunização é incontestes", declarou Queiroga.