Monumentos históricos são construções ou manifestações artísticas usadas para manter a identidade de um local.
Em Campo Grande, as gestões municipal e estadual têm atuado em diversas reformas para resgatar a tradição da capital sul-mato-grossense.
Amanhã devem ser iniciadas as obras de revitalização do Monumento aos Pioneiros, popularmente conhecido como Carro de Boi, localizado no cruzamento das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Geisel.
A obra, que mede 10 metros de largura por cinco metros de altura, foi projetada pelas artistas plásticas Neide Ono e Marisa Oshiro Tibana e talvez seja um dos monumentos que mais preservam a história da Capital, já que marca o ponto exato onde a urbanização do povoado começou, na confluência dos córregos Prosa e Segredo.
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Em 2020, também foi revitalizado o Monumento das Araras, que fica na Praça União, mais conhecida como Praça das Araras, entre as ruas João Rosa Pires e Terenos.
Foi realizada uma ação com o objetivo de arrecadar 5 mil bolsas de sangue.
De um dia para o outro, as famosas aves foram pintadas de branco e, a cada mil bolsas doadas, uma parte das araras era pintada com as cores originais.
Projetado pelo artista plástico Cleir Ávila, em 1964, o monumento tinha o intuito de despertar o interesse da sociedade para a preservação das espécies e da natureza.
Outra parte da história restaurada foi o relógio na Rua 14 de Julho, instalado e inaugurado em 2019.
O seu irmão, Relógio Central Renato Barbosa Rezende, que fica em um dos cruzamentos mais movimentados da cidade, na Avenida Afonso Pena com a Calógeras, também foi reformado.
Os dois homenageiam o antigo relógio que ficava na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho. Ele foi inaugurado em 1933 e demolido em 1970 em nome do progresso.
A antiga estrutura foi palco de encontros políticos, de desfiles cívicos, de passeatas e de manifestações culturais.
O Relógio Central, construído pelo Rotary Clube, é uma réplica idêntica do original, em alvenaria e com cinco metros de altura. Já o Novo Relógio é feito em perfis metálicos e totalmente vazado.
O projeto é dos arquitetos César da Silva Fernandes e Inácio Salvador.
Cultura
Em 2017, foi inaugurada a estátua do poeta Manoel de Barros, localizada na Avenida Afonso Pena, entre as ruas Rui Barbosa e Pedro Celestino.
Com 1,38 metro de altura por 1,60 metro de largura, a escultura foi feita em bronze e permite a interação com o público.
Concebida pelo artista plástico Ique Woitschach, a estátua fica embaixo de uma figueira centenária e faz alusão ao desejo do artista, que queria virar árvore depois que morresse.
Em abril deste ano, a estátua amanheceu sem o pé esquerdo.
O ato de vandalismo gerou revolta e ganhou repercussão nas redes sociais. O artista responsável pela escultura ficou encarregado de refazer a modelagem e a fundição do pé esquerdo no Rio de Janeiro.
Os óculos do poeta também precisarão ser trocados e a face retocada.
Enquanto os novos moldes não chegam, uma câmera de segurança foi instalada para coibir mais atos de vandalismo.
A Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur) também deve melhorar o local onde fica o sofá do poeta, para deixar o “jardim do Manoel” mais atrativo e seguro.