O horizonte embaçado e céu cinza em Corumbá não é mais de fumaça. Neste sábado (28) a chuva voltou a cair na Capital do Pantanal após 1 mês e 10 dias de estiagem. Os primeiros pingos foram percebidos na sexta-feira à noite (27), mas um volume maior de água começou a cair na tarde deste sábado.
Dados já computados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicaram um volume de chuva abaixo de 1 mm até as 13h. Porém, essa estatística irá aumentar após a medição da chuva que está caindo em Corumbá desde as 14h e prosseguiu, pelo menos, até por volta das 15h40, quando esta matéria foi produzida.
O volume maior de água começou a cair depois das 15h30.
Com esse registro pluviométrico, a umidade do ar em Corumbá passou de 20% registrado em diversos dias desta semana para 63% no período da tarde de sábado (28).
A temperatura máxima também caiu dos 38º C, que foram computados pelo Inmet em alguns dias da semana para 24º C no período da tarde, que é considerado o mais quente.
A expectativa para o registro de chuva era grande por parte de autoridades que realizam o combate ao fogo no Pantanal. A região, principalmente a zona urbana de Corumbá, passou a ser mais atingida pelos focos depois que um incêndio foi registrado nas proximidades do Porto Geral no dia 20 deste mês.
Depois dessa queimada, a região central bairros próximos ficaram em baixo de fumaça por mais de cinco dias.
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O Comando da Operação Hefesto, que combate as chamas no Pantanal, já está em seu dia 57 de operação neste sábado e atuava em três frentes na região.
Uma com combate aéreo na área do Forte Coimbra, outra nas proximidades da BR-262, a cerca de 30 km de Corumbá e ainda no Morro do Urucum. Para combater esse fogo estão empenhados 45 bombeiros, seis viaturas e quatro aeronaves.
“Foi dada continuidade no combate na região do Morro do Urucum. Enviamos uma equipe para combater um novo foco que surgiu naquela área. A equipe baseada na região do Forte Coimbra realizou monitoramento e combate durante todo o dia 27 de agosto”, detalhou o comandante atual da Operação Hefesto, tenente-coronel Leandro Borges Bertholdo.
Foi preciso montar piscina de abastecimento de água no Forte Coimbra para manter os aviões de combate a incêndio abastecidos. Com a chuva deste sábado, um novo reforço acaba chegando para atuar contra esse fogo.
O Corpo de Bombeiros divulgou que ainda avalia a situação nas áreas monitoradas e divulgará detalhes de como a chuva contribuiu para a operação.
Além da atuação de combate direto às chamas, a corporação segue fazendo reconhecimento aéreo na Estrada do Carandazal, na região do Abobral, no Nabileque; além de áreas do Paraguai-mirim, que fica nas proximidades do Porto Geral de Corumbá e no Paiaguás.
A última chuva registrada em Corumbá pelo Inmet foi em 18 de julho. Ao longo de oito horas, choveu 5,6 mm, quantidade considerada muito pequena diante do cenário de seca. No dia 27 de junho houve também uma pequena chuva, inferior a 1 mm.
O maior volume de chuva na região nos últimos três meses ocorreu em 22 de maio, quando o Inmet registrou 10,6 mm ao longo de 10 horas.