Idoso que vivia em situação de hipervulnerabilidade no bairro Caiobá, em Campo Grande, conseguiu acohimento por meio da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. O homem é cadeirante e tem as duas pernas amputadas.
Além de ficar impossibilitado de andar, o idoso ainda morava sozinho e há algum tempo não recebia assistência da família.
Segundo informações do coordenador do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e Núcleo de Ações Institucionais e Estratégicas (NAE), defensor Mateus Augusto Sutana e Silva, a instituição recebeu denúncia sobre a situação do assistido.
A partir disso, a Defensoria foi até o local para prestar atendimento.
“A situação era chocante. O idoso é cadeirante, tendo as duas pernas amputadas. Ele contou sobre a falta de comida e que a região onde mora é muito perigosa. Constantemente ele ouve pessoas tentando arrombar a grade externa da casa que colocou para proteger a sua porta”, detalhou o defensor.
Com isso, diante da situação, a Defensoria deixou o homem escolher se aceitaria ser acolhido em uma instituição de longa permanência, o que foi aceito pelo idoso.
“Ingressamos com um pedido de tutela de urgência para que o município de Campo Grande seja obrigado a promover a medida de proteção de acolhimento ao idoso e recebemos o deferimento da Justiça”, destacou o coordenador do Nudedh e NAE.
A partir desta quinta-feira (16), o município tem até 48h para acolher o idoso.