Em operação realizada pela Polícia Civil contra servidores públicos e empresários de Maracaju, o ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja, teve prisão preventiva decretada, mas segue foragido.
Anteriormente o Correio do Estado havia noticiado que o prefeito já havia sido preso, mas isso ainda não acometeu.
Azambuja esteve à frente da administração da cidade durante três mandatos, sendo de 2005 a 2008 e de 2013 a 2020.
Foram presos o ex-secretário de Finanças, Lenilson Carvalho Antunes, a ex-secretária municipal de administração, Daiana Cristina Kuhn, a ex-diretora do Departamento de Tesouraria, Iasmin Cristaldo Cardoso e o ex-assessor especial de gabinete, Fernando Martinelli Sartor.
Também foram presos Pedro Emerson Amaral Pinto e Moisés Freitas Victor.
Os criminosos desviaram R$ 23 milhões do dinheiro público entre os anos de 2019 e 2020. A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (22).
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Segundo o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), foi constatado que se criou uma conta bancária de fachada e não declarada aos órgãos de controle do município, no qual pegou mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de um ano.
Com isso, conseguiram emitir mais de 600 lâminas de cheques, totalizando o valor desviado de R$ 23 milhões, para empresas sem embasamento jurídico.
Conforme a investigação, muitas empresas que foram beneficiadas não tinham relação ou contato com a prefeitura da cidade. Além disso, não era feita a emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a despesas ou operações legais.
Também houve 26 mandados de busca e apreensão, promovendo bloqueio de bens e medidas cautelares.
As ações ocorrem em Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande.
A operação foi batizada de Dark Money em alusão a natureza do dinheiro fruto da corrupção sistêmica que atinge setores públicos.