Foi preso mais um servidor público envolvido no esquema de corrupção que desviou R$ 23 milhões dos cofres públicos de Maracaju.
O funcionário era comissionado na época do roubo e é apontado como peça chave do esquema.
Segundo o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) a prisão aconteceu na tarde deste domingo (26), em uma área rural do município.
No local, também foram apreendidos dois veículos. O preso foi encaminhado para o setor de carceragem da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
Essa é a 2ª fase da Operação “Dark Money”, que foi batizada com este nome em alusão a natureza do dinheiro fruto da corrupção sistêmica que atinge setores públicos.
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Dark Money
A operação teve início na última quarta-feira (22) com o mandado de prisão a sete servidores públicos, inclusive o ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja, que se entregou na última sexta-feira (24).
Azambuja esteve à frente da administração da cidade durante três mandatos, sendo de 2005 a 2008 e de 2013 a 2020.
Além dele, foram presos o ex-secretário de Finanças, Lenilson Carvalho Antunes, a ex-secretária municipal de administração, Daiana Cristina Kuhn, a ex-diretora do Departamento de Tesouraria, Iasmin Cristaldo Cardoso e o ex-assessor especial de gabinete, Fernando Martinelli Sartor.
Também foram presos Pedro Emerson Amaral Pinto e Moisés Freitas Victor.
Os criminosos desviaram R$ 23 milhões do dinheiro público entre os anos de 2019 e 2020.
Segundo o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), foi constatado que se criou uma conta bancária de fachada e não declarada aos órgãos de controle do município, no qual pegou mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de um ano.
Com isso, conseguiram emitir mais de 600 lâminas de cheques, totalizando o valor desviado de R$ 23 milhões, para empresas sem embasamento jurídico.
Além disso, houve apreensão de aparelhos eletrônicos, smartphones, computadores, documentos, 10 veículos, um barco, jóias e várias cédulas de cheque de valores diversos no valor total de R$109.000,00 e R$143.000,00 em espécie, além de armas de fogo e munições de vários calibres.
Conforme a investigação, muitas empresas que foram beneficiadas não tinham relação ou contato com a prefeitura da cidade. Além disso, não era feita a emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a despesas ou operações legais.
Também houve 26 mandados de busca e apreensão, promovendo bloqueio de bens e medidas cautelares.