Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) cancelou o estudo sobre a nova vacina contra a Covid-19, do laboratório Sanofi.
O coordenador da pesquisa no Brasil e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Júlio Croda, disse que o evento foi cancelado por causa da dificuldade de encontrar voluntários.
A principal dificuldade foi localizar o perfil almejado para os voluntários. O estudo precisava de 40 pessoas do Estado, maiores de 18 anos, que não haviam se vacinado e nem contraído o coronavírus.
A busca pelos voluntários começou quando mais de 69% da população estava vacinada com ao menos uma dose no Estado.
Atualmente, 76% da população tomou ao menos a primeira dose e 58% dispõe da imunização completa.
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Croda explicou que os pesquisadores vão divulgar os dados da pesquisas para as pessoas que já tinham participado do estudo.
Ou seja, serão avisados quem recebeu a vacina em pesquisa e quem tomou apenas o placebo.
Para quem tomou a vacina, não haverá segunda dose. Além disso, elas serão orientadas a irem um local de vacinação para receber uma vacina contra a Covid-19 já aprovada.
Os dados já coletados serão usados apenas para estudos, não haverá produção de vacinas e nem cálculo de efetividade.
Sanofi
A vacina usaria como base o RNA mensageiro – sistema que ajuda criar anticorpos contra o vírus causador da Covid-19.
Em testes realizados no Brasil, os resultados preliminares da Fase 2, mostraram soroconversão de 95% a 100% após uma segunda dose em todas as faixas etárias (18 a 95 anos) e em todas as doses, com tolerabilidade aceitável e sem problemas de segurança.
Além disso, a vacina induziu altos níveis de anticorpos neutralizantes em comparação aos gerados pela infecção natural, com índices mais elevados observados em adultos jovens (18 a 59 anos).
Já em uma única dose, foi constatada uma grande concentração de anticorpos neutralizantes em voluntários que foram infectados com o vírus, resultado que sugere um forte potencial para o desenvolvimento como uma vacina de reforço.
A pesquisa foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho deste ano, para testes na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
No mundo, o ensaio acontece nos EUA, Honduras e Austrália.