Mato Grosso do Sul vacinou 73,5% dos adolescentes entre 12 a 17 sem comorbidades, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Esse número representa 181.338 dos jovens com a primeira dose e 43.447 com a segunda dose, ou seja, com o calendário vacinal completo.
Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do país a começar a vacinar esse público em todas as cidades, no dia 13 de agosto.
Foi liberada a aplicação do imunizante nos jovens após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório.
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A única vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a da Pfizer.
O secretário adjunto de Educação, Edio Castro, disse que, com a volta das aulas 100% presenciais, as escolas terão papel importante para saber quais e o motivo dos 26,5% dos jovens do Estado ainda não terem tomado a vacina.
“Vamos saber se eles não ficaram sabendo, se foi por falta de informação, ou pode ser da zona rural. Então também vamos ajudar neste processo”, disse.
Nesta semana, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, pediu ao Ministério da Saúde que acelere a aprovação para que crianças de 3 a 12 anos se vacinem contra a Covid-19 no Brasil.
De acordo com Resende, vários países em todo o mundo já iniciaram a vacinação nesse público e que isso ajudará com que mais gente receba doses do imunizante, trazendo mais controle sobre a pandemia.
“Peço aqui encarecidamente ao Ministério da Saúde que discuta com o CONASS [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] quando iniciar o processo de vacinação em crianças abaixo de 12 anos para que de fato nós tenhamos toda a nossa população do Brasil e Mato Grosso do Sul vacinados”, disse.
“Temos aí vacinas para todos, inclusive abrimos a possibilidade de os adolescentes vacinarem a segunda dose com apenas 21 dias, para dar segurança ao retorno. É importante que os adolescentes sejam vacinados”, relatou o titular da Pasta.
No Brasil, a Anvisa rejeitou o pedido do Instituto Butantan para que crianças e adolescentes maiores de 3 anos recebam doses do imunizante.
Segundo a agência, a reprovação aconteceu devido a falta de estudos da fase 3, já que o pedido foi baseado conforme estudos de fase 1 e 2 realizados na China.