Aldeias indígenas de Dourados, município localizado a 229 km de Campo Grande, estão tendo surtos de Covid-19.
Diferente do restante do Estado que a pandemia está controlada, por conta do ritmo de vacinação, os profissionais da saúde de aldeias encontram dificuldades em vacinar adolescentes e idosos com a terceira dose do imunizante.
Dourados teve 54 novos casos no boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (29), cidade com maior ocorrências, ficando atrás, até mesmo, da Capital, que registrou 48 casos.
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O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, disse que a responsabilidade das aldeias é do Ministério da Saúde, mas que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem se colocado à disposição para ajudar no que for preciso.
“É importante a gente dizer que esses surtos, dentro das reservas indígenas, poderiam ter sido evitados se nós tivéssemos iniciado um processo de imunização dentro das comunidades indígenas no mesmo tempo que iniciamos na comunidade no modo geral”, afirmou o titular da Pasta.
A campanha de vacinação em jovens e adolescentes indígenas teve início em 29 de setembro, um mês após iniciar no mesmo público nas áreas urbanas de Mato Grosso do Sul
Resende ainda disse que durante a campanha de vacinação foram enviados vários ofícios ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), para realizar a imunização.
“Nós encaminhamos doses de vacina suficientes para que nós tenhamos nessa população que é mais vulnerável (adolescentes e idosos). Tivemos que fechar todas as unidades escolares nas aldeias indígenas de Dourados”, relatou.
Oito escolas de Dourados estão com suas aulas suspensas, por conta dos casos de Covid-19 em estudantes. Sete escolas ficam na reserva indígena e uma no perímetro urbano da cidade.
“O surto na reserva indígena já tem mais de 50 casos e vários em investigação. Tivemos uma morte, inclusive, que está sendo investigada, que ainda não foi apontada pelo Dsei, uma pessoa adulta jovem cerca de 40 anos”, continuou o secretário.
Para Resende, a maior preocupação é completar o ciclo vacinal de jovens e adolescentes, e aplicar a terceira dose do imunizante em idosos com mais de 60 anos.
Foram enviadas mais de 300 mil doses às aldeias indígenas, mas, segundo informações, não foram atingidos 50% dos idosos com a terceira dose. Além disso, apenas 40% dos adolescentes se vacinaram nos locais.