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Governo do MS lança sistema de cadastro para migrantes

De janeiro a setembro deste ano foram realizados mais de 735 atendimentos a migrantes

Thais Libni

01/11/2021 - 14h50

A partir de agora, todos os migrantes que entrarem em Mato Grosso do Sul serão cadastrados em um sistema. Para ter controle de todos que entram no Estado e poder prestar auxílio a essas pessoas o governo do Estado lançou o CADMI/MS, que é o Sistema de Cadastro de Atendimento dos Migrantes em Mato Grosso do Sul.

A intenção da iniciativa é organizar os dados sobre os migrantes que chegam ao Estado, para assim oferecer atendimento de mais qualidade e políticas públicas a estes grupos de diferentes países, tendo informações mais precisas sobre sua nacionalidade, escolaridade, regularização, de onde estão vindo e suas atividades no Estado. 

Últimas notícias

De janeiro a setembro deste ano foram realizados mais de 735 atendimentos a migrantes pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), sendo a maior parte da Venezuela, seguido por Haiti, assim como pessoas do continente Africano e Oriente Médio.

Os atendimentos continuam sendo feitos no Centro de Atendimento em Direitos Humanos, que fica na Rua Marechal Cândido Mariano, 713, em Campo Grande. 

A unidade funciona na Coordenadoria de Apoio aos Órgãos (Caorc), que está aberta desde 2016, para que os migrantes recebam a devida orientação e tenho acesso a serviços essenciais no Estado.

Entre os serviços realizados na unidade está o encaminhamento à Polícia Federal, para que migrantes possam emitir a Carteira de Registro Nacional Migratória (CRNM), assim como busca por empregos via Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e até orientação para ter acesso aos alojamentos em Campo Grande, que são administrados pela prefeitura municipal.

Cursos e qualificação

Para ajudar na qualificação e integração dos migrantes no Estado, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) desenvolve desde 2017 o programa “UEMS Acolhe”, que oferece curso gratuito de “Português como Língua de Acolhimento” a este público.

A intenção é que os migrantes tenham mais contato com a língua e assim possam se adaptar às atividades e convívio no Estado. 

“Os cursos tem como foco o público adulto, pois as crianças já são inseridos na rede escolar. O objetivo é que eles tenham mais conhecimento e tornem-se mais independentes para desenvolver suas atividades”, destacou o coordenador do programa, João Fábio Sanches.

O coordenador ressaltou que no último ano os cursos tiveram que ser on-line em função da pandemia, mas que a expectativa é voltar para o modelo presencial a partir do ano que vem.

“Este contato direto é importante para eles no aprendizado, muitas vezes os migrantes não têm acesso fácil para internet”.

A intenção é voltar com os cursos em Campo Grande, que conta com quatro polos espalhados pela cidade, assim como nas cidades de Dourados, Nova Andradina, Itaquirai, Corumbá e Cassilândia. “Para participar não se exige grau de escolaridade e o curso é gratuito”, descreveu Sanches.

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