Improcedente e inconclusivo, foram as definições usadas pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, ao consumar o julgamento que absolveu dois médicos, uma farmacêutica, um farmacêutico manipulador, além de uma enfermeira.
Diante da decisão, os profissionais da área da saúde ficam inocentados da pena de Homicídio culposo (quando não há intenção de matar), pelo óbito dos pacientes que faziam tratamento de câncer no setor de oncologia da Santa Casa ainda no ano de 2014.
Na época, há sete anos, um inquérito foi aberto pela 1ª Delegacia de Polícia da Capital, com suspeitas relacionadas a erros de medicamentos e dosagem irregular, resultando em rebaixamento de quadro.
Durante as investigações foram apresentados relatórios e laudos de manipulações rasurados, o que levantou suspeitas por parte dos familiares das vítimas em relação à alta dosagem de medicamentos administrados.
CASO
As pacientes Carmem Isfran Bernard, Norotilde de Araújo Greco e Maria Glória Guimarães morreram em 2014, enquanto Margarida Isabel de Oliveira sofreu lesões graves em decorrência do tratamento e faleceu em janeiro de 2015.
A coleta de sangue da última vítima foi fundamental para as investigações. Confira na íntegra.