A Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá (Liesco) está realizando um trabalho de conscientização com relação à vacinação, mas ele será transformado em uma obrigatoriedade nos próximos dias.
A medida exigente para garantir que qualquer turista que vá participar do desfile esteja vacinado deverá ser regra para garantir que o Carnaval em 2022 possa acontecer dentro de uma biossegurança contra a covid-19.
O município está com a festa confirmada para o próximo ano e as escolas de samba estão promovendo eventos para angariar recursos desde outubro.
As escolas de samba, inclusive, estão aos poucos divulgando os temas dos sambas-enredos de 2022.
A Imperatriz Corumbaense informou neste final de semana que homenageará o deputado estadual Roberto Orro. Ele tinha base de trabalho em Aquidauana. A agremiação será a última a desfilar.
Neste mês, a Liesco ainda participou do 2º Congresso das Escolas de Samba, realizado em Vitória (ES), para alinhar o Carnaval da cidade com protocolos nacionais e divulgar a festa para outras cidades.
Além disso, duas oficinas estão sendo realizadas para aprimorar os carnavalescos. Outros eventos de capacitação ocorreram em Corumbá e fora da Capital do Pantanal desde outubro.
De verba pública, cada agremiação receberá em torno de R$ 60 mil, porém as escolas têm um custo médio de R$ 150 mil para entrarem na passarela.
O movimento da economia com o período de festa é estimado em R$ 14 milhões. O público previsto é de até 25 mil pessoas por dia de desfile.
“Com relação aos desfiles das escolas de samba, todos os nossos segmentos já estão vacinados, 100%. Esses segmentos são todas as pessoas que trabalham em torno do Carnaval. Agora a gente está realizando uma conscientização, mas irá virar exigência para que todo o desfile esteja vacinado também. Temos que ter 100% dos que vão para a avenida vacinados”, afirmou o presidente da Liesco, Victor Raphael.
Corumbá tem uma alta taxa de imunização. Até esta segunda-feira (29), 85,06% já receberam as duas doses ou a dose única. Isso representa 75.707 pessoas.
Com relação à dose de reforço, 66,5% do público alvo foi vacinado, o que equivale a 15.307 moradores da cidade.
“É importante deixar claro que as escolas estão se preparando e se organizando. O acontecimento do Carnaval em si vai ser definido pelas autoridades sanitárias. Porém, o Carnaval não é feito do dia para noite, os desfiles demandam uma organização que não pode ser feita em apenas um mês. Estamos atuando com base na situação (da pandemia) que estamos”, comentou Victor Raphael.
Além da vacinação na cidade estar avançada, os casos graves de covid-19 não estão sendo registrados com a mesma intensidade de quatro meses atrás.
Até esta segunda-feira (29), não havia paciente no CTI e duas pessoas estavam internadas nos leitos clínicos.
O último dado disponível na Prefeitura local sobre casos ativos é de 23 de novembro e 308 pessoas seguiam com a doença.
O último óbito registrado foi em 3 de novembro, de um homem de 34 anos, que tinha obesidade.
O secretário municipal de Saúde de Corumbá, Rogério Leite, ressaltou que já existem protocolos de biossegurança em execução e ele aponta que cravar que o Carnaval será realizado ainda pode ser prematuro.
Ele pondera que o planejamento para ocorrer o evento está sendo executado também.
“Muito cedo para definição da realização. O planejamento da gestão como um todo existe e com toda certeza irá pela segurança dos munícipes e da cidade. O planejamento de um evento não indica a realização efetiva do mesmo. Isso faz parte do trabalho de gestão”, apontou Rogério Leite.
As autoridades de saúde e setores da Prefeitura ligados à organização do Carnaval estão previstas para se reunirem ainda nesta semana para tratar da análise do cenário e discussão de medidas que possam ser praticadas para garantir a segurança sanitária na cidade.