Mato Grosso do Sul ainda não tem casos confirmados da variante Ômicron, da Covid-19, mas a circulação da nova cepa no País, com seis casos confirmados, preocupa as autoridades de saúde, que apostam na vacinação como uma forma de conter novos casos.
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse, nessa segunda-feira (6), que as pessoas que não se vacinaram abrem espaço para que o vírus sofra mutações, como tem ocorrido.
Ele afirmou ainda que estudos apontam que a Ômicron não tem caráter muito severo nas pessoas que já estão imunizadas.
Mesmo quando infectadas, elas têm apresentado casos mais leves da Covid-19, segundo o secretário.
Ele ressaltou, no entanto, que é necessário manter os cuidados de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social, pois a variante é nova e ainda há estudos em andamentos.
“É importante verificar os estudos que estão sendo feitos. Até agora, os indicativos é de que a Ômicron não tem maior agressividade, ela é mais contagiosa, mas não tem letalidade nem agressividade muito grande”, disse.
Resende disse ainda que a vacinação e medidas preventivas devem ser tomadas para evitar uma quarta onda de Covid, como tem ocorrido em países da Europa.
“A chamada quarta onda é originada dos não vacinados, que estão contaminando os que se vacinaram”, afirmou.
O secretário de Saúde fez um apelo para que as pessoas que ainda não tomaram a vacina procurem um polo de vacinação.
Além da primeira dose, ele ressalta a importância de se completar o ciclo vacinal, com a segunda e terceira dose.
Ômicron
A variante Ômicron foi detectada pela primeira vez na África do Sul, no fim de novembro, e foi classificada como uma Variante de Preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A nova versão do agente infeccioso vem chamando a atenção de especialistas pela quantidade e pela variedade de mutações genéticas.
Nos últimos dias, a ômicron já foi detectada em todos os continentes e a porção sul da África concentra a maioria dos casos.
Conforme a OMS, a classificação como varineta de preocupação exige importantes ações por parte dos governos, como o compartilhamento de sequências de genoma; a comunicação de casos e mutações; e a realização de investigações de campo e de análises laboratoriais para melhor compreender os impactos, a epidemiologia, a severidade e a efetividade de medidas de saúde pública.