Entre janeiro a novembro deste ano, o número de focos de incêndio no Pantanal foi 63% menor do que o verificado no mesmo período de 2020.
Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), catalogados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (CEMTEC/MS), órgão que é vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).
De acordo com a apuração, foram registrados 21.893 focos de incêndio no Pantanal, com mais de 1 milhão de hectares queimados.
A diminuição dos números foi a mais significativa de focos de calor em todos os biomas brasileiros, muito acima do que foi registrado na Amazônia, que teve queda de 26%.
A situação das queimadas causou perdas irreparáveis para a fauna e flora do Pantanal. Ao contrário de 2020, o Estado promoveu medidas preventivas contra o início de incêndios.
De janeiro a novembro foram registrados 8.110 focos, 63% a menos do que ocorreu no mesmo período do ano passado.
O governo de MS investiu mais de R $56 milhões em equipamentos e ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, e também para tentar diminuir os efeitos negativos das queimadas.
Entre as medidas adotadas nesse ano foram a proibição de queimadas, mesmo aquelas controladas e com autorização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a partir de julho, quando a situação já começava a preocupar.
No início de novembro o Imasul retirou a proibição de queimadas controladas de todo Estado, mantendo a regra apenas na planície pantaneira até o fim de 2021.
Segundo o estudo, 2020 foi o ano em que mais teve ocorrências de queimadas no Pantanal, desde o ano de 1998, quando passou a ser monitorado.
Em 2019, o INPE apontava para um aumento em consequência das condições climáticas (estiagem prolongada e altas temperaturas, e que atingiu 10 mil focos).
Anteriormente, em 2002 e 2005, foram registrados 15 mil pontos de queimadas. Em 2021, o índice continuou alto, acima de 8 mil em todo Pantanal, porém a situação retornou para níveis “consideráveis”.
Em setembro deste ano, quase 3 mil queimadas foram registradas no Pantanal.
Já junho, no início da estiagem, os dados mostram que a situação piorou. Em contrapartida, outubro começou a redução no número de focos e em novembro, com a volta da regularidade das chuvas, a situação se normalizou.
Sala de Situação
O monitoramento dos focos de incêndio é realizado na Sala de Situação, no Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, unidade que fica no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
De acordo com a Semagro, a vigilância é em todo bioma pantaneiro e nos parques estaduais.
Da Sala de Situação são emitidos alertas para as guarnições se deslocarem imediatamente às áreas em que foram registrados focos de calor.
Os focos são verificados in loco e comunicados ao Imasul. Sendo assim, todo foco tem uma resposta do Corpo de Bombeiros, seja no combate direto ou no levantamento da área para posterior autuação ou orientação.