A aplicação da 3º dose em pessoas que tomaram a AstraZeneca em Campo Grande tem causado confusão após orientações divergentes do governo Estadual e Prefeitura da Capital.
O governo do Estado publicou orientações para aplicação da dose de reforço no dia 30 de novembro, onde orientava administração da patente Pfizer ou Janssen para pessoas que haviam tomado a 1º e 2º dose da AstraZeneca.
Além disso, quem tomou a Coronavac deveria receber Pfizer, Janssen ou AstraZeneca como 3º dose, e quem recebeu a Pfizer nas primeiras aplicações, poderia receber novamente a Pfizer, Janssen ou AstraZeneca.
Já para quem havia se vacinado com Janssen, a 2º dose e a dose reforço deveriam também ser com Janssen.
Contudo, leitores do Correio do Estado reclamaram ter recebido a 3º da AstraZeneca, mesmo tendo tomado as duas primeiras doses da mesma patente.
"Fui me vacinar e aplicaram AstraZeneca sendo que as duas primeiras doses também tinham sido da mesma. Daí vi que o governo do Estado publicou que quem tomou as duas primeiras doses dela, deveria tomar a terceira da Pfizer", explicou o jornalista Alex Nantes.
A confusão o preocupou acerca da eficácia dos imunizantes. “se estiver errado, vou querer a dose certa da vacina".
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), alegou que segue recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada dia 24 de novembro, que autoriza a dose de reforço em questão ser ministrada com Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.
"O município tem seguido as orientações feitas pela Anvisa, uma vez que é a mesma dada pelo Ministério da Saúde", ressaltou, em nota.
"Aplica-se preferencialmente a dose da Pfizer, contudo, como há doses suficientes em estoque da vacina AstraZeneca, ela também está sendo aplicada".
A portaria da Anvisa citada pela Sesau, recomenda, inclusive, a aplicação da 3º dose com AstraZeneca para quem tomou as duas doses do mesmo imunizante.
De acordo com o órgão, as recomendações são das empresas criadoras das vacinas, sustentadas por estudos clínicos e dados de acompanhamento, e com responsabilidade das farmacêuticas.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a estratégia de vacinação é de responsabilidade exclusiva dos 79 municípios do Estado, mas que a orientação é que os municípios sigam às recomendações do Ministério da Saúde, quanto a aplicação de doses de reforço contra à Covid-19.
"O Ministério da Saúde recomenda que a dose de reforço seja aplicada, preferencialmente, por uma vacina da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, com uma vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independente do esquema vacinal primário", disse a SES, em nota.