O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que Campo Grande deve sentar e resolver o problema que vem se arrastando por longa data com o consórcio Guaicurus.
Às vésperas das eleições, Azambuja enfatizou que o problema nada tem a ver com sua gestão, visto que a concessionária, aderiu no mês passado (novembro), uma campanha nacional com adesivos em todos os carros da frota, pressionando que o governo isente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do diesel.
"Esse problema não é vivenciado pelo Estado, Mato Grosso do Sul tem a menor alíquota de (ICMS) do diesel do Brasil, e as outras Capitais estão resolvendo os problemas dos transportes coletivos das cidades, todas as capitais estão tocando e buscando soluções para resolver, então não adianta tocar o problema para o outro, você tem que sentar e resolver", declarou o chefe do executivo Estadual.
"Tem que sentar na mesa, conversar com o consórcio, ver as fragilidades que tem, vivenciar os problemas e olhar mais para o contribuinte, porque a alíquota de Mato Grosso do Sul já é a menor do Brasil, então, pouca coisa poderia ser feita, é preciso sentar com o consórcio e buscar uma solução coordenada e coletiva que possa beneficiar o usuário", disse em seguida.
"Agora nós entendemos que durante a pandemia, você teve distanciamento social, então você teve que reduzir o número de pessoas nos ônibus, a Petrobras subiu 27 vezes o preço do combustível e combustível impacta muito na tarifa do transporte, transporte urbano, transporte de carga, então precisa sentar com o transporte e discutir os problemas, porque a questão do diesel, nós já temos a menor alíquota do país e muitas das capitais do país já resolveram seus problemas sentando à mesa e buscando uma solução", afirmou.
A campanha é uma ação nacional, que pode impactar positivamente no preço da passagem para os usuários do transporte público em Campo Grande. Em junho de 2018, Azambuja chegou a reduzir a alíquota do ICMS do diesel de 17% para 12% e do etanol de 25% para 20%. No entanto, a alta dos combustíveis fez com que a discussão sobre o tema ganhasse grande repercussão por todo país.
Assim como já noticiado pelo Correio do Estado, o consórcio que reúne quatro empresas de ônibus solicitou ajuda da prefeitura para reparar danos sofridos durante a pandemia, entre março de 2020 e julho de 2021.
Por várias vezes, o prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD), disse que não vai tirar dinheiro dos cofres públicos para ajudar empresa ou concessionária que teve perdas durante a pandemia. O valor solicitado à prefeitura pelo transporte público é de R$ 30 milhões. Trad disse que as prioridades agora são outras, como, por exemplo, a construção de habitações, a saúde pública e pavimentações de vias.