Mato Grosso do Sul chega nesta segunda-feira (27) aos quatro meses de aplicação da dose de reforça das vacinas contra Covid-19 disponível para a população idosa.
Mesmo com a redução do intervalo entre a aplicação da segunda para que a pessoa possa tomar a terceira, esse percentual segue fraco, apenas 58,45% do público havia sido atingido até a tarde de ontem (26).
No dia 27 de agosto deste ano o Estado iniciava a vacinação com dose de reforço em idosos com 60 anos ou mais, residentes em instituições de longa permanência e em idosos com 80 anos ou mais, além de pessoas com alto grau de imunossupressão.
Na época, só poderia tomar o imunizante quem já havia se vacinado com a segunda dose há seis meses.
Entre a população adulta, que foi totalmente contemplada a partir do dia 16 de novembro (quando foi autorizada a vacinação para acima de 18 anos em MS), o percentual é ainda menor.
Em um mês e 10 dias de aplicação da dose de reforço, somente 29,5% deste público procurou os postos de imunização para a terceira dose.
Com o avanço da variante Ômicron pelo Brasil, especialistas reafirmam a necessidade de que as pessoas concluam o ciclo vacinal e tomem a dose de reforço para prevenir a doença.
De acordo com o Vacinômetro do governo do Estado, até a tarde de ontem haviam sido aplicados 614.135 doses de reforço em todo o Estado.
Esse valor representa 34,4% de todas as segundas doses aplicadas, que somam 1.780.931 vacinas.
Em relação a Campo Grande, o percentual de atingidos com a dose de reforço é ainda menor que o de todo o Estado.
Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), até ontem, 22,5% da população tomou a terceira dose.
VACINADOS
Em Mato Grosso do Sul, mais de 100% da população acima dos 18 anos tomou ao menos uma dose dos imunizantes contra o novo coronavírus, outros 90,7% já completaram o esquema vacinal com a segunda aplicação.
Entretanto, em números gerais, esse percentual cai para 81,7% com a D1 e 72,5% com a D2.
Essa queda tem relação com a quantidade de adolescentes entre 12 a 17 anos que tomaram a vacina – ontem eram 86,2% com a primeira e 60,2% com a segunda – e também ao fato de que as crianças ainda não começaram a aplicação de vacinas contra a Covid-19.
O Vacinômetro aponta que 4.692.044 doses foram aplicadas em todo o território sul-mato-grossense, porém, foram entregues ao Estado, 4.921.727, ou seja, ainda restam 229.683 doses nos estoques da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Em Campo Grande, o aplicativo da Sesau que contabiliza os vacinados apresentou problemas neste feriado prolongado e tem números diferentes dos que vinha apresentando.
Antes da sexta-feira (24) a Capital já tinha 71% de imunizados com as duas doses, entretanto, na Véspera do Natal esse dado caiu para 69%, o que continua até hoje.
A Pasta informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o aplicativo está sendo atualizado, por isso há diferença entre os números.
DETALHAMENTO
Dados da Sala de Gestão da Prefeitura de Campo Grande, que mostra vários dados relacionados à Covid-19 mostra o perfil e a localidade de onde moram os campo-grandenses que já foram vacinados.
Conforme planilha do aplicativo, o bairro Monte Castelo é o que conta com o maior número de moradores vacinados. Por lá, 18.655 pessoas tomaram as vacinas disponíveis.
Em segundo lugar vem o Jardim Noroeste, com 15.906. O bairro mais populoso da Capital, o Aero Rancho, é o terceiro com mais vacinados, são 15.471 pessoas.
Por outro lado, há as localidades com o menor número de pessoas com doses recebidas. Seis bairros da Capital têm a pior marca, são eles: Flamboyant, Jardim Vida Nova 2, Jardim Botafogo, Ouro Verde, Moreninha 1 e Sírio Libanês, cada um com apenas 21 vacinados.
Em outro ponto, a Sala de Gestão mostra que nenhum grupo aberto para cadastro no site da prefeitura teve 100% de adesão.
Apesar de fazerem o cadastro para receberem a vacina, nem todos procuraram um local de vacinação.
O grupo que alcançou o maior percentual de vacinados em relação ao número de inscritos foram os que receberam autorização emergencial, que consta 99,7% de vacinados.
Já o menor é o da população indígena aldeada, onde apenas 85,6% dos que fizeram cadastro efetivamente foram vacinados.
Ontem, até as 15h45, 569 pessoas foram vacinadas em Campo Grande, que manteve apenas um local aberto, o drive-thru da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
CRIANÇAS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou no dia 16 de dezembro o uso da vacina Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.
Entretanto, como o imunizante é diferente do aplicado nos adultos, é necessário que o governo federal adquira as doses específicas para este público.
O Ministério da Saúde, por sua vez, mesmo com a aprovação da Anvisa, abriu uma consulta pública para definir sobre a aplicação da vacina.
Por causa disso, ainda não há previsão para que as crianças tomaram dose contra a Covid-19.