O uso da máscara é imprescindível em meio a explosão no número de casos de Covid-19 e notificações por H3N2. A forma de prevenção contra as duas doenças é a mesma.
Mato Grosso do Sul enfrenta uma epidemia de H3N2 e pandemia de Covid-19 simultaneamente, conforme noticiado pelo Correio do Estado.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, é provável que a variante Ômicron seja predominante em Mato Grosso do Sul em razão do aumento exponencial de casos de Covid-19.
Com isso, é imprescindível que sul-mato-grossenses usem corretamente a máscara facial.
O enfermeiro Everton Ferreira afirma ao Correio do Estado que uso correto da máscara facial é importante para evitar o contágio e proliferação da doenças doenças.
O uso da máscara é obrigatório em locais fechados há cerca de um ano e sete meses em Mato Grosso do Sul, desde 22 de junho de 2020.
Os tipos de máscara geralmente usados são PFF2, KN95, cirúrgica, algodão e TNT.
PFF2
A máscara PFF2 é a mais indicada por especialistas da área da saúde. Ela tem elemento filtrante que protege o indivíduo não só de gotículas, mas também de aerossóis.
Além disso, protege de doenças como tuberculose e Covid-19. Para locais fechados é a mais eficiente. Há retenção de cerca de 98% de partículas que encostam na máscara.
Não é permitido higienizá-la ou molhá-la, pois o ato prejudica a eficácia da máscara.
O tempo máximo de reuso de máscaras PFF2 recomendável é de 5 dias.
KN95
A máscara KN95 possui a mesma eficácia da PFF2. A diferença é que possuem nomenclaturas diferentes.
É aconselhada para profissionais que frequentam ambientes com maior risco de contaminação.
Há retenção de cerca de 98% de partículas que encostam na máscara.
O enfermeiro afirma que "ela tem elemento filtrante que auxilia no processo de filtração de aerossóis e gotículas".
Não é permitido higienizá-la ou molhá-la, pois o ato prejudica a eficácia da máscara.
Cirúrgica
A máscara cirúrgica possui tripla camada, com elementos filtrantes que são capazes de evitar entrada de gotículas.
É indicada para profissionais da área da saúde que atuam na linha de frente em combate à doença. Há retenção de cerca de 89% de partículas que encostam na máscara.
Não é permitido higienizá-la ou molhá-la, pois o ato prejudica a eficácia da máscara.
Deve ser trocada a cada quatro horas, desde que não esteja úmida ou suja. A máscara não é reutilizável e deve ser descartada.
Algodão ou de tecido
A máscara de algodão, mais popularmente conhecida como “de pano” ou "de tecido", é recomendada para a população em geral desde que haja três camadas de pano.
O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda que a máscara cirúrgica seja utilizada por de baixo da máscara de pano para melhor filtração e retenção de partículas.
Há retenção de cerca de 90% de partículas quando o indivíduo usa a máscara cirúrgica por de baixo da máscara de pano, segundo o CDC.
Máscaras de tricô e crochê não são indicadas devido à trama da linha ser muito aberta.
Esse tipo de máscara facilita a respiração, mas estão entre os tipos que menos protegem da contaminação do novo coronavírus.
A máscara de tule possui tecido transparente e fino, o que facilita a contaminação pela Covid-19.
A máscara de paetê não possui camadas de pano suficiente para retenção de partículas. A pessoa continua exposta à contaminação do vírus.
As máscaras de tecido são reutilizáveis e devem ser higienizadas com água e sabão. O indivíduo deve utilizá-las sempre limpas e secas.
TNT
A máscara de TNT deve ter três camadas para que haja eficácia na retenção de partículas, de acordo com nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A máscara deve ser descartada após quatro horas de utilização.
Importância
A máscara é uma medida de biossegurança essencial em combate ao vírus da Covid-19.
Ela funciona como barreira para evitar a propagação de partículas que são liberadas por doentes assintomáticos.
O uso da máscara é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também recomendado pela SES.
A máscara deve ser usada corretamente: tampando o nariz e a boca. Deve estar higienizada e limpa.
Nunca deve-se deixar a máscara pendurada na orelha ou no pescoço, ou utilizá-la úmida ou molhada. Recomenda-se trocá-la de três em três horas.
Usar máscara o tempo todo ao sair de casa não é muito agradável, porém necessário.
Muitas pessoas se incomodam por usar a proteção e optam por utilizar alguma estilosa, charmosa ou bonita.
Nem sempre a máscara mais bela é a que mais protege e as pessoas devem ficar atentas em relação à isso.
Geraldo Resende pede para que a população não saia de casa sem máscara. “Use máscara e mantenha a higienização das mãos”.