Em meio à ajuda da Prefeitura de Campo Grande ao Consórcio Guaicurus, o presidente da empresa, João Rezende disse que os recursos não garantem a compra de mais ônibus.
Com o valor da tarifa sendo fixado em R$ 4,40, Rezende diz que o deficit ficaria em torno de R$ 1,8 milhão ao mês e que a prefeitura irá disponibilizar R$ 1 milhão na diferença.
O Consórcio havia pedido que a passagem de ônibus subisse para R$ 5,15.
"A diferença de receita é R$ 1,8 milhão. A prefeitura está disponibilizando R$ 1 milhão. Nós não temos condições de comprar ônibus ainda. Não vai ser esse recurso que vai garantir a compra de ônibus", disparou João Rezende, ao Correio do Estado.
O valor do subsídio oferecido pela Prefeitura fica limitado ao valor de até R$ 12 milhões, a serem pagos em parcelas mensais de até R$ 1 milhão.
Esse custo será para atender a gratuidade do transporte público dos alunos da Rede Municipal de Ensino (REME).
A Prefeitura de Campo Grande sancionou, na quinta-feira (10), a remissão e isenção do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) ao Consórcio Guaicurus.
O Consórcio estima que, para este ano, o valor desse imposto seria de R$ 2 milhões, que agora deixarão de serem repassados ao município.
HISTÓRICO
Os acordos firmados foram feitos para impedir a greve dos motoristas e conseguir deixar a passagem reajustada em R$ 4,40.
Na terça-feira (8), as duas propostas foram aprovadas na Câmara Municipal de Campo Grande. Foram 26 votos favoráveis e 1 contrário, do vereador Marcos Tabosa.
No dia 12 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande e o Consórcio Guaicurus, e outros representantes, junto ao Ministério Público do Trabalho, realizaram uma reunião para definir o impasse.
Além da remissão e isenção do ISS, e do subsídio do passe dos estudantes, também foi definido o reajuste salarial de 11,08% dos motoristas e do pagamento retroativo, que ficou definido em três parcelas, sendo a primeira a ser paga a partir do dia 5 de março.