O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) fez um apelo para que a população que ainda não se vacinou ou não completou o esquema vacinal procure uma unidade de saúde para a imunização.
Segundo o prefeito, a vacinação é uma das principais formas de enfrentamento da pandemia de Covid-19.
Com alto número de pessoas que ainda não se vacinaram, o Executivo Municipal já descartou adotar o passaporte da vacina e busca a conscientização da população.
"Estamos dando todas as alternativas possíveis para as pessoas entenderem que a vacina não é coisa da China, não é política, é só ver o número de óbitos que já tem e ver quem está internado hoje, é uma questão lógica, por que não proteger?", questionou o prefeito.
A afirmação foi feita na última quinta-feira (10), durante lançamento do calendário esportivo da Capital.
Impactos da vacinação
Conforme reportagem do Correio do Estado, o impacto da vacinação contra a Covid-19 pode ser notado nos índices de mortes pela doença.
Dados obtidos pelo Correio do Estado revelam que no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), das 69 mortes em decorrência do coronavírus registradas de janeiro até o dia 10 de fevereiro deste ano, 82,6% dos óbitos foram de pessoas não vacinadas ou com o esquema de imunização incompleto.
Das 69 mortes, apenas 12 pacientes contavam com a dose de reforço, 45 estavam com o esquema vacinal incompleto e oito não tinham tomado nenhuma dose contra a doença.
A situação vacinal de outros quatro pacientes não foi informada.
Estudo apresentado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) aponta que as pessoas que não são vacinadas contra a Covid-19 têm 97 vezes mais chances de morrer da doença do que as pessoas que são vacinadas e recebem a dose de reforço.
De acordo com o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, existem três perfis: pessoas com uma dose, que vão ter maior risco de desenvolver a forma grave da doença; pessoas que receberam duas doses, que terão risco baixo; e os que já tomaram as três doses, que terão um risco muito menor de complicações e morte pela doença.
Conforme o infectologista, não há perspectiva de um novo aumento de casos.
“Chegamos ao pico no dia 4 de fevereiro e, agora, nossa média móvel caiu, já estamos em movimento de queda de casos, mas os óbitos devem continuar subindo entre as duas próximas semanas. No início de março elas [mortes] devem começar a baixar”, salientou.