O advogado do prédio que pegou fogo na rua 15 de Novembro, no Centro de Campo Grande, Alessandro Luiz de Oliveira, disse que ainda está analisando todos os documentos para tomar todas as medidas jurídicas em relação ao auto de infração emitido pelo Corpo de Bombeiros.
Ainda de acordo com o advogado, neste momento apenas o sexto andar está sem energia por recomendação técnica de um engenheiro eletricista contratado pela administração do edifício.
“Estão todos em pleno trabalho para regularizar a situação do prédio. A energia dos outros andares já foi reestabelecida”, pontuou.
Ele ainda explica que o auto de infração em R$ 8 mil reais ainda poderá ser revisto junto com o valor da multa.
“Ainda cabe defesa. Estou analisando a documentação porque o auto de infração não é absoluto”, explicou.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Wandner Valdivino Meirelles, disse que os moradores já podem acessar seus apartamentos desde ontem à noite, após verificação da perícia técnica da corporação que constatou não haver comprometimento da estrutura.
“A edificação tinha um projeto aprovado de 1991, mas não cumpria os requisitos da atual legislação. É um prédio antigo e várias coisas precisam ser readequadas. Tinha notificação em relação à porta corta-fogo, sistema de bombas, extintores vencidos, então, foi feita uma notificação e um auto de infração”, explica
A operação precisou de dois mil litros de água para conter o fogo,
Ainda de acordo com o oficial, a maior dificuldade no resgate das vítimas foi a falta de visibilidade causado pelo alastramento da fumaça, justamente pelo defeito na porta corta-fogo.
Vítimas hospitalizadas
O morador do apartamento onde o incêndio começou, Shinpei Sato, de 73 anos, deu entrada na Santa Casa sedado e entubado. Por ter inalado uma quantidade muito grande fumaça, foi diagnosticado com queimaduras nas vias aéreas e queimaduras na cabeça e no pescoço.
Outras duas vítimas, uma de 59 anos e outra de 88, que não tiveram seus nomes divulgados, também foram encaminhadas para o hospital.
As duas tiveram complicações pela inalação de fumaça. Passaram por consulta com especialistas, ficaram em observação no pronto-socorro e já tiveram alta.