Cidades

REDE MUNICIPAL

Professor que for à paralisação será punido com falta, diz Marquinhos Trad

Prefeito da Capital disse que a sexta-feira será "um dia letivo normal"

Eduardo Miranda

10/03/2022 - 17h41

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), advertiu na tarde desta quinta-feira (10), que vai punir com falta o professor que deixar de dar aula para comparecer à manifestação agendada para a manhã desta sexta-feira, em frente à prefeitura. “É um dia letivo normal”, disse o chefe do Executivo.  

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Professores de Campo Grande (ACP) em assembleia na última terça-feira (9). Os docentes querem algum tipo de garantia jurídica de que a proposta do prefeito Marquinhos Trad (PSD) de escalonar um reajuste de 67% à categoria até 2024, será de fato cumprida. 

“Eventual falta indevida e injustificada, será descontada do faltante”, avisou Marquinhos Trad. “Não é justo que as famílias e muitos profissionais sejam penalizados pelas atitudes de alguns”, acrescentou.  

Já a ACP, em nota, justificou a paralisação nas escolas: “o sindicato esclarece que a prefeitura oferece 67% de reajuste, o que foi aceito pela categoria; a prefeitura propôs escalonamento dos índices de reajuste, a categoria aceitou todos os prazos e índices propostos. A única reivindicação da categoria é que a prefeitura de a garantia jurídica de que tais correções serão aplicadas conforme estabelece a lei para a integralização do piso nacional do magistério, ao piso municipal por 20h”, informou.

A convocação da ACP é para paralisação geral a partir das 8h, e uma assembleia geral às 14h na sede do sindicato.  

 

A proposta:  

Conforme proposta apresentada no dia 2 deste mês, os primeiros 10,06% de reajuste, aprovados no mês passado, serão pagos já neste mês de março. Trata-se de reajuste linear a todo serviço público municipal.

A segunda parcela do reajuste é de 10,39% e será  incorporada ao salário dos professores em novembro deste ano.

O terceiro aumento no salário dos professores ocorrerá em maio de 2023: 11,67%.

O quarto reajuste, também de 11,67%, será pago em outubro de 2023.  

A proposta ainda prevê a quinta parcela (11,64%) em maio de 2024, e a sexta parcela, em outubro de 2024 (11,67%).  

Os professores aceitaram a proposta, no entanto, cobram garantias jurídicas.  

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