O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), advertiu na tarde desta quinta-feira (10), que vai punir com falta o professor que deixar de dar aula para comparecer à manifestação agendada para a manhã desta sexta-feira, em frente à prefeitura. “É um dia letivo normal”, disse o chefe do Executivo.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Professores de Campo Grande (ACP) em assembleia na última terça-feira (9). Os docentes querem algum tipo de garantia jurídica de que a proposta do prefeito Marquinhos Trad (PSD) de escalonar um reajuste de 67% à categoria até 2024, será de fato cumprida.
“Eventual falta indevida e injustificada, será descontada do faltante”, avisou Marquinhos Trad. “Não é justo que as famílias e muitos profissionais sejam penalizados pelas atitudes de alguns”, acrescentou.
Já a ACP, em nota, justificou a paralisação nas escolas: “o sindicato esclarece que a prefeitura oferece 67% de reajuste, o que foi aceito pela categoria; a prefeitura propôs escalonamento dos índices de reajuste, a categoria aceitou todos os prazos e índices propostos. A única reivindicação da categoria é que a prefeitura de a garantia jurídica de que tais correções serão aplicadas conforme estabelece a lei para a integralização do piso nacional do magistério, ao piso municipal por 20h”, informou.
A convocação da ACP é para paralisação geral a partir das 8h, e uma assembleia geral às 14h na sede do sindicato.
A proposta:
Conforme proposta apresentada no dia 2 deste mês, os primeiros 10,06% de reajuste, aprovados no mês passado, serão pagos já neste mês de março. Trata-se de reajuste linear a todo serviço público municipal.
A segunda parcela do reajuste é de 10,39% e será incorporada ao salário dos professores em novembro deste ano.
O terceiro aumento no salário dos professores ocorrerá em maio de 2023: 11,67%.
O quarto reajuste, também de 11,67%, será pago em outubro de 2023.
A proposta ainda prevê a quinta parcela (11,64%) em maio de 2024, e a sexta parcela, em outubro de 2024 (11,67%).
Os professores aceitaram a proposta, no entanto, cobram garantias jurídicas.