O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucilio Nobre, informou que os professores da rede municipal e a prefeitura entraram em um acordo sobre o reajuste salarial na tarde desta sexta-feira.
Entre os últimos pedidos da categoria estava a integralização do valor do piso nacional do magistério ao piso municipal 20h, garantindo que a correção do reajuste concedido em 2023 seja calculado com base no piso vigente naquele ano.
Ele ainda afirma que a proposta mandada anteriormente ao sindicato pelo prefeito não fazia nenhuma menção ao piso salarial nacional e nem ao reajuste de 34,33% aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Dessa forma, a categoria apresentou a minuta pedindo que essa garantia fosse dada. Contudo, a resposta afirmativa da prefeitura veio apenas no final da tarde.
O prefeito, Marcos Trad (PSD), chegou a afirmar que a reivindicação ainda era um impasse, uma vez que não era possível realizar esse cálculo sem saber qual será o valor do piso no ano que vem:
"A questão é a seguinte: nós chegamos a 100% do piso até 2024, mas eles querem que em outubro de 2023 o reajuste seja de 81.80% do piso nacional, mas acontece que temos que saber quanto vai estar o piso em 2023.”
Quando o projeto for consolidado e apresentado para a ACP, na próxima segunda-feira, caso não esteja da forma que foi aprovado, incluindo a previsibilidade de correção do reajuste conforme o piso, os professores poderão entrar em greve, o que será definido em uma assembleia-geral na terça-feira.
Após a apresentação do projeto de lei, a Câmara Municipal de Vereadores precisa aprovar e o prefeito sancionar nova lei que estabelecerá os critérios para integralização do Piso 20h, até 2024.
Propostas
A prefeitura de Campo Grande apresentou uma proposta de reajuste na qual o aumento seria escalonado em seis parcelas, que passaria a valer em fevereiro deste ano e iria até outubro de 2024. Ao todo, seria 67,13% de aumento.
Ainda de acordo com a prefeitura, os primeiros 10,06% de reajuste, aprovados no mês passado, serão pagos já neste mês de março.
O escalonamento seguiria com reajuste de 10,39% na segunda parcela, a ser paga em novembro.
Já o terceiro e quarto aumento seria de 11,67%, pagos em maio outubro de 2023.
Uma quinta parcela de 11,64% ficaria para maio de 2024 e a última para outubro de 2024, também de 11,67%.