O número de casos por H3N2 em Mato Grosso do Sul tem se mantido baixo desde a segunda quinzena de janeiro.
Sem registro de novas mortes desde o início deste mês, a Influenza já não é mais considerada epidemia em Campo Grande, segundo a superintendente de vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo.
"Os números caíram muito, foi um período atípico de circulação, em dezembro e janeiro, que geralmente são meses que não circulam o vírus da Influenza e a gente já está com números bem reduzidos", explicou.
Em dezembro, o Estado chegou a registrar mais casos e mortes por gripe H3N2 do que por Covid.
O surto aconteceu em todo o País, sendo considerada epidemia.
Até esta quarta-feira (16), são 91 mortes por H3N2 em todo o Estado, com o último óbito registrado no dia 2 de março. Em Campo Grande são 25 vítimas.
Quanto ao número de casos confirmados, são 487 desde dezembro do ano passado, com dois novos casos registrados nas últimas 24 horas.
"Os números já reduziram bastante na metade do mês de janeiro, a gente já não percebia grande número de notificações porque veio a covid com maior força, só que infelizmente a gente teve 25 óbitos decorrentes da Influenza nesse período, quase o número de 2019 inteiro, então a gente vê com uma preocupação e aguarda informações sobre a campanha que vai ser lançada em abril", disse Veruska.
Mesmo com o rebaixamento da epidemia, a orientação é que a população mantenha os mesmos cuidados preventivos da Covid-19, fazendo uso de máscara, higienização das mãos e que evite aglomeração.
Vacina
Em fevereiro, o Estado precisou descartar cerca de 142 mil doses de vacina contra a gripe
Para este ano, a previsão é que a campanha contra a gripe tenha início em abril.
A vacina contra influenza que será distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) este ano já está em produção pelo Instituto Butantan. Ela é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2, do subtipo Darwin, e a cepa B.
O Butantan produz anualmente 80 milhões de doses da vacina contra influenza ofertadas na campanha nacional de vacinação.
Justamente por ser sazonal, o imunizante é modificado a cada ano, baseado nos três subtipos do vírus influenza que mais circularam no último ano no hemisfério sul monitorados e indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).