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Obras

Obras da prefeitura brecam fluxo de clientes e estagnam comercio em Campo Grande

Segundo os trabalhadores, setor de obras está na região há aproximadamente dois meses

Comerciantes de Campo Grande demonstraram descontentamento com as obras na região da  Rua Spipe Calarge, Avenida Calógeras e ruas adjacentes. A inquietação da população e principalmente do comércio local é em função do ritmo das obras na região. Segundo os trabalhadores, o setor de obras e infraestrutura da prefeitura campo-grandense está há aproximadamente dois meses no local, além de realizar os reparos sem consulta prévia dos comerciantes locais.

O Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese disse manter contato frequente com os comerciantes. Segundo o diretor, a evolução das obras depende de fatores externos como a chuva. O dirigente disse que visitou as obras recentemente e estava, segundo ele, há quinze dias com o prefeito municipal Marcos Trad (PSD) para tratar da pauta. 

“As obras acabaram com 90 por cento do movimento de clientes, e atualmente os ganhos não pagam nem o almoço. Está difícil até mesmo pagar os funcionários" disse Ariel Tortora, gerente de uma loja de acessórios para carros.

De acordo com Tortora, clientes fixos e rotativos não buscam os serviços da loja, que, segundo o gerente, obtém prejuízo de R$3mil por dia. Com as obras por toda a extensão da avenida, os veículos não conseguem chegar ao estabelecimento, fator que modifica a rotina dos seis funcionários. “Às vezes vamos à casa do cliente, ou em outro lugar mais próximo, recolher um aparelho para consertar na loja.”

Edilberto Bueno, proprietário de uma empresa de escapamento veicular, faz críticas às obras. O empresário afirma não conseguir equacionar as contas neste momento. “Infelizmente estou sem trabalhar há 40 dias e pelo que sabemos, as obras seguem por mais 20 ou 30 dias”. 

De acordo com Bueno, desse modo a loja não arrecadará valores por 70 dias, visto que, de acordo com o empresário, as obras próximas à sua loja, localizada entre a Rua Treze de Maio e a Calógeras, impedem a aproximação dos clientes. “Trabalho apenas de forma presencial. “ Ficarei com prejuízo de 70 dias, pagando aluguel, além de despesas de fornecedor”, pontua. 

 

Para ele, a escassez de trabalhadores na equipe da prefeitura municipal torna a obra lenta.  “Pouca equipe, não trabalharam no carnaval, a obra não evolui no fim de semana”. Bueno disse que não consegue equacionar as contas, e já antecipou férias de alguns funcionários.

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