Educadores indígenas se uniram aos grevistas do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação em Dourados (Simted) e bloquearam a MS-156, que liga Dourados e Itaporã.
O manifesto acontece nesta manhã e tem previsão de encerramento às 11h.
Com faixas, cartazes e gritos de ordem, os manifestantes responsabilizam o prefeito Alan Guedes (PP) pela greve, deflagrada no dia 14 de março. A suspensão das aulas afeta mais de 30 mil alunos da Rede Municipal de Educação.
As negociações salariais entre a administração municipal de Dourados e a categoria não avançam. Após reuniões, educadores seguem resistentes à proposta de reajuste de 8% a partir de abril, com acréscimo de mais 7,5% em agosto e 2,39% em dezembro.
A categoria segue pleiteando percentual necessário para atingir o Piso Nacional do Magistério, fixado pelo Governo Federal.
Segundo a assessoria do Simted, os educadores pedem reajuste salarial 10,39% até abril de 2022 para os trabalhadores administrativos, enquanto para o magistério a proposta é do piso de 33,24% para 2022, sendo que: 18,8% retroativo a janeiro de 2022, 5,9% em agosto de 2022 e 5,9% em dezembro de 2022.
O déficit salarial da educação perdura desde 2017.
O QUE DIZ A PREFEITURA?
Procurada pela reportagem do Correio do Estado, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Dourados informou que está acordado com o Simted a apresentação de uma nova proposta nesta quarta-feira (30/03). Técnicos da administração estão analisando planilhas para oferecer condições atrativas aos educadores e alinhadas com a realidade financeira do Município.
A expectativa é colocar um fim definitivo na greve, que arrasa o retorno das crianças às salas de aula após dois anos de ensino remoto decorrente à pandemia da Covid-19.