Administrativos da Educação e servidores da categoria 14b da SESAU continuam em greve à espera de uma decisão da prefeitura de Campo Grande. Ainda hoje, pode ser que consigam alguma resolução, após reunião que vai acontecer entre o prefeito Marco Trad e uma comissão com representantes dos servidores.
A paralisação, segundo o Sindicato dos Servidores de Campo Grande (Sisem), ainda não tem data para terminar e qualquer decisão só será tomada após um acordo favorável para os trabalhadores.
Ficou agendada para às 14h desta sexta-feira (1º) a reunião que deve acontecer na prefeitura da Capital. Enquanto isso, todos os trabalhadores em greve continuam na porta da prefeitura.
O objetivo é que a comissão com os representantes dos servidores converse com todos para verificar se a maioria vai concordar com a negociação a acontecer.
O prefeito Marcos Trad compareceu à manifestação na manhã de hoje e, após pressão dos trabalhadores, deu algumas declarações e marcou a reunião que vai ocorrer hoje.
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Anteriormente, foi oferecido aos servidores um acréscimo de 10,03% no salário, em 2022.
Com esse aumento, ficou determinado um aumento de 5,03% no salário, valendo a partir de hoje (1º) e, em dezembro de 2022, receberiam o restante do negociado, sem retroativo.
Mesmo sendo um aumento, os trabalhadores explicam ser uma quantia insuficiente e incompatível com a realidade das necessidades da atualidade.
Hoje, muitos dos funcionários concursados não chegam a receber um salário mínimo. Contando com os descontos de plano de saúde e impostos, muitos conseguem tirar uma quantia na faixa de R$ 500,00 líquido.
De ontem para hoje, o prefeito Marcos Trad ofereceu como proposta um aumento na Bolsa Alimentação, a qual passaria de R$ 294,00 para R$ 350 reais.
Os manifestantes não aceitaram o acordo, pois não consideram que isso seja suficiente e defendem que esse acordo está muito distante do que estão reivindicando.
Segundo Francisco Pereira, servidor da Educação, o valor da Bolsa Alimentação não é reajustado há anos.
“Já tem quase 5 anos que estava 294 reais, que foi uma negociação de 2018 ou 2019 se não me engano”, explicou Francisco.
Diante de tal cenário, os servidores reivindicam, pelo menos, algum aumento salarial mínimo, a incorporação da Bolsa Alimentação e do Profuncionário na aposentadoria.
Além disso, pedem que a Bolsa Alimentação seja concedida para os que não ainda não conseguiram, além da autorização para que os não beneficiados pelo Profuncionário possam fazer o curso.
Francisco Pereira destaca: “ninguém aqui está pedindo um salário de 5 mil reais e sim que ele dê uma olhada para os penduricalhos que compõem o nosso salário, porque nós vestimos a camisa da escola, igual hoje, estamos aqui paralisados, mas a escola está funcionando normalmente”, explicou.
Profuncionário
Hoje, há 600 servidores que não conseguiram, ainda, fazer o curso e não têm o benefício do Profuncionário, o qual agrega 65% a mais em cima do valor bruto salarial.
O vereador Marcos Tabosa explicou que basta apenas autorização da prefeitura.
“Quem dá o curso é o Estado, a prefeitura só tem que autorizar, é um curso de 1 ano e meio e só depois que vai para a folha de pagamento”, pontuou.
Desse modo, eles pedem que seja dado o curso para quem não tem e que seja incorporado esse valor à aposentadoria de todos que já tiverem o Profuncionário.
Prefeitura
Durante a manifestação de hoje o prefeito Marcos Trad compareceu e disse que o Profuncionário tem verbas do Governo Federal.
“A gente não pode assumir o compromisso com uma verba que vem da união. Mas eu recebo o senhor (vereador Tabosa) com muito carinho”, combinou o prefeito com o vereador e presidente do Sisem, Marcos Tabosa.
Desse modo, nada ficou definido até que a reunião seja realizada.
Na circunstância, Trad foi duramente repreendido pelos servidores que se mostraram indignados com a atual situação que vivem. Após sua passagem pelo grupo em greve, ele se dirigiu a outras atividades de sua agenda.