Os 183 pacientes hemofílicos do estado contam a partir de hoje (19), com um ambulatório de atendimento específico para tratamento hematológico em Mato Grosso do Sul, realizado em um ambulatório de coagulopatias do Hospital Regional de Campo Grande.
A hemofilia é um distúrbio de coagulação repassada por meio de transmissão hereditária, através dos genes de pais para filhos que causam sangramentos das articulações e atinge, em sua maioria, pacientes homens, uma vez que o sexo masculino é afetado pelo gene recessivo do cromossomo X, presente nas mulheres.
De acordo com Neder Santos, presidente da Associação das Pessoas com Hemofilia de Mato Grosso do Sul (Aphems), o centro atenderá cerca de 109 pacientes de Campo Grande e outros 74 do interior do estado.
Hemofílico, Santos aplica de forma intravenosa e três vezes por semana, o"Fator X", proteínas ausentes no sangue dos hemofílicos, que auxiliam na coagulação sanguínea, dificultada pela hereditariedade da doença.
A doença e os sangramentos atingem principalmente articulações como joelhos e cotovelos, e, de acordo com Santos, necessitam de acompanhamento multiprofissional.
“Com um lugar para realizar os tratamentos o problema se resolve, não somente os problemas clínicos, mas os terapêuticos e físicos também”, pontua Neder Santos.
De acordo com o diretor da Aphems, o espaço contará com hematologista, enfermeiros, profissionais de educação física e fisioterapeutas. O diretor da Aphems espera contar com pelo menos dois profissionais de cada área.
Segundo Marli Vavas, coordenadora geral da rede Hemosul, “o acompanhamento multiprofissional é necessário, pois supre as necessidades dos pacientes com auxílios de fisioterapeutas, profissionais de educação física, além do acompanhamento clínico, responsável por instruir os pacientes e realizar as aplicações intravenosas do “Fator-X”.
Sandra Camillo, profissional de educação física, acompanha o grupo de pacientes há cerca de três anos e trabalha após a avaliação fisioterápica. “Os pacientes sofrem com os sangramentos nas articulações, e na piscina as atividades acontecem de forma mais tranquila”.
Para ela, a centralização dos atendimentos permite que os pacientes sintam-se mais à vontade. As atividades aquáticas são realizadas na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
Serviço
Os agendamentos ocorrerão conforme demanda dos pacientes e equipe multiprofissional.