No início da tarde dessa sexta-feira (29), a secretária de educação do município Alelis de Oliveira, juntamente com representantes da Secretaria de Finanças e Planejamento (Sefin), se reuniram com empresários do setor de transporte escolar rural, para discutir a respeito da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (2).
De acordo com Renato Gomes, representante dos empresários do setor, foi acertado que o pagamento dos meses de março e abril, que estão em atraso, serão depositados entre os dias seis e 10 de maio. A mesma proposta já realizada antes pelas secretarias.
No entanto, a mudança veio em relação ao pagamento do mês de fevereiro, que os empresários enviaram um requerimento solicitando o recebimento, pois não sabiam do adiamento do retorno das aulas e realizaram todas as revisões nos veículos.
Segundo Renato, as secretarias pediram 15 dias para avaliar o documento e dar uma resposta aos empresários. Além disso, após esse prazo, o grupo terá uma reunião com a prefeita
O empresário informou que após a reportagem do Correio do Estado, o grupo foi chamado novamente para conversar.
“Nós vamos acreditar na prefeitura e vamos continuar o trabalho na segunda-feira", disse Renato Gomes.
Os empresários alegaram que não tinham condições financeiras para trabalhar a partir dessa sexta-feira (29), pois estão sem receber o pagamento desde fevereiro deste ano, que é quando começa o contrato de 11 meses que eles têm com a prefeitura.
Gomes ainda informou que houve um acordo de não haver mais atrasos por parte da prefeitura, e que todo o dia 10 os empresários receberão. Se faltar algum documento, após o próximo dia 10, eles podem levar para a Secretaria Municipal de Educação (Semed), que foi garantido que não terão problemas.
Em relação ao combustível, que os empresários informaram que estão sem crédito nos postos de gasolina, um dos empreendedores vai ajudar o grupo a abastecer os veículos.
Ao todo, são 88 linhas de ônibus, que levam cerca de 2.500 alunos das regiões rurais, sítios e fazendas, para as escolas.
A iniciativa é do Governo Federal, que instituiu em 2004 o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), no âmbito do Ministério da Educação (MEC). A verba para o transporte vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A Semed informou ontem (28) que o atraso no pagamento foi por falta de atualização de dados relativos à apólice de seguro dos veículos, que deveria ser feita pelas empresas.
No entanto, o representante da categoria disse que os dados das apólices de seguro estão com a prefeitura desde o ano passado, e que o que foi pedido em fevereiro deste ano, foi um aditivo, que deveria ser autorizado pelos empresários, mas eles foram chamados para assinar o documento apenas essa semana.
A reportagem entrou em contato com a Semed novamente, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.