A frente fria que chegou a Mato Grosso do Sul nesta semana foi responsável pela segunda menor temperatura registrada neste ano em Campo Grande. Na madrugada de hoje, a mínima foi de 12ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Durante a madrugada de ontem, o recorde de mínima na Capital neste ano foi quebrado, com 11,5ºC. A menor temperatura até então, 17,4ºC, havia sido registrada no dia 1º de abril.
Segundo o meteorologista do Inmet Heráclio Alves, a tendência é de que a frente fria seja passageira no Estado. Até o fim de semana, as temperaturas já começam a se elevar.
“Foi uma frente fria que avançou mais rápido no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Na Região Centro-Oeste, o impacto foi na queda das temperaturas”, salientou Alves.
Para este mês, outros sistemas que resultam em frentes frias são esperados. “Maio é o período que marca uma maior frequência das frentes frias em antecipação à estação do inverno”, disse o meteorologista.
PREVISÃO
De acordo com a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as mínimas em Mato Grosso do Sul devem oscilar entre 12ºC e 16ºC. O destaque será a região pantaneira, com o termômetro marcando de 13ºC a 28ºC ao longo do dia.
Ainda conforme o Cemtec, a tendência para o Estado é de tempo estável, com sol e poucas nuvens, em razão da atuação de uma massa de ar seco e frio.
Em Campo Grande, a mínima prevista é de 12ºC, e a máxima, de 25ºC, com o céu com poucas nuvens. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 40% e 90%.
Na região sul do Estado, Ponta Porã terá as mesmas condições de temperatura da Capital. Conforme o Inmet, a mínima deve ser de 12ºC e a máxima não deve passar dos 25ºC.
Já em Dourados os termômetros devem registrar de 14ºC a 25ºC nesta quinta-feira. Na região do Bolsão, em Três Lagoas, a mínima prevista é de 13ºC, e a máxima, de 26ºC.
SOLIDARIEDADE
Em Mato Grosso do Sul, 80 mil cobertores serão distribuídos nos 79 municípios do Estado, os quais serão destinados às famílias cadastradas no
CadÚnico e à população indígena. A definição da quantidade a ser distribuída por município foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial do Estado (DOE).
Conforme a publicação, a distribuição dos cobertores será executada diretamente pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de cada município. Ainda não há uma data definida para o começo das entregas dos cobertores.
Segundo informações da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), a Comissão de Intergestores Bipartite da Assistência Social em Mato Grosso do Sul (CIB-MS) pactuou positivamente sobre a compra dos 80 mil cobertores.
Para o governo do Estado, a ação deve beneficiar diretamente pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, as quais muitas vezes não têm condições financeiras de adquirir cobertores.
A secretária da Sedhast e coordenadora da CIB-MS, Elisa Cleia Nobre, destacou que a compra de cobertores é indispensável e atende quem mais precisa.
“Para quem tem como se proteger do frio, um cobertor pode não significar muito. Mas para quem não tem, essa entrega é a diferença entre dias congelantes ou com mais dignidade”, disse.
HISTÓRICO
Em 2021, a mesma quantidade de cobertores foi distribuída em todo o Estado. A compra anterior contou com um investimento de pouco mais de R$ 2 milhões, com cada unidade saindo por R$ 33,39.
No ano passado, os cobertores foram entregues pela empresa Automax – Comércio de Meias e Cobertores, Importação e Exportação Eireli.
Segundo a divulgação, os recursos para a compra provêm do Fundo de Investimento Social (FIS). A Defesa Civil de MS também é parte atuante no processo, ajudando, muitas vezes, na distribuição dos cobertores em locais de difícil acesso.
SAIBA
Segundo a meteorologista do Cemtec Valesca Fernandes, MS contou ainda nesta semana com jatos de baixos níveis, quando uma região de vento relativamente intensa transporta a umidade da Amazônia para o Estado.