A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu um alerta para pessoas que aguardam por cirurgias eletivas e exames em Mato Grosso do Sul.
Conforme o comunicado, todos os pacientes devem atualizar os dados básicos, como endereço e telefone na ficha cadastral.
Quem não atualizar o registro pode atrasar o recebimento de informações referente ao agendamento de consultas e procedimentos, mas não perde a vaga.
O gerente do programa “Caravana da Saúde”, projeto “Opera MS” e “Examina MS”, Alessandro Pinho, ressalta que o alerta é importante porque evita atrasos no programa.
“A gente só consegue saber que o cadastro está desatualizado no ato do agendamento. A gente liga para o telefone do paciente e muitas vezes a pessoa não mora mais no endereço ou o telefone está desatualizado”, pontua.
Alessandro explica que pessoas com informações pendentes ou antigas não são proibidas de realizar os procedimentos, mas que o problema pode acarretar no atrasos do agendamento desse paciente ao quadro de cirurgias.
“O registro não está irregular, só desatualizado. Ou seja, ele pode fazer o exame, mas como vai saber quando ele será marcado? Não saber os dados atrasa a informações de dia e hora do exame ou procedimento cirúrgico", disse.
"A gente entra em contato com as secretarias municipais de Saúde informando o agendamento e os mesmos acionam agentes comunitários de saúde ou agentes de endemia para averiguar agendamento o endereço desse paciente e coletar novos dados", acrescentou.
Para o representante, a data de corte para o programa contempla novos e antigos pacientes que buscam por algum procedimento cirúrgico ou exame diagnóstico no Estado, levando em consideração o quadro clínico ou a gravidade de cada caso.
A atualização cadastral pode ser feita em qualquer unidade básica de saúde, tanto na Capital quanto nos municípios pelo interior do Estado, nas secretarias municipais de saúde.
Histórico
Cirurgias eletivas são cirurgias programadas que não são consideradas de urgência, onde o procedimento é agendado com antecedência para que o paciente possa se programar.
O mesmo ocorre com quem aguarda a realização de exames de alta ou média complexidade.
As operações são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cadastramento de pacientes é feito através dos hospitais particulares e públicos.
Em Campo Grande, a espera por procedimentos cirúrgicos afeta 6 mil pessoas. Algumas aguardam desde 2020 para convocação dos exames iniciais.
O número é o triplo da quantidade de operações oferecidas por mês na Capital, que soma R$ 2,3 mil, quantia incapaz de suprir demanda local.
No dia 26 de abril, o estado de Mato Grosso do Sul autorizou a realização de novas adesões ao Programa Estadual Caravana da saúde, no projeto “Opera MS” e "Examina MS".
O aditivo equivalente a R$ 45 milhões busca ampliar o número de procedimentos realizados no Estado e diminuir as filas de espera.
* Matéria atualizada às 10h09 do dia 10/05 para correção de informações