Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) indicam que a taxa de positividade da leishmaniose, em cães, é de 33,16% em Campo Grande.
O percentual representa 259 animais infectados com a doença. Segundo a Sesau, foram confirmados quatro casos de leishmaniose tegumentar e 16 de leishmaniose visceral, em humanos, de janeiro a julho deste ano.
A leishmaniose é uma zoonose, doença infecciosa causada pelo protozoário do gênero leishmania e da família Trypanosomatidae.
Existem dois tipos de leishmaniose: canina e humana. A doença não tem cura. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue.
A transmissão ocorre pela picada de uma mosquinha, conhecida popularmente como “mosquito-palha” ou flebotomíneos. O inseto mede de dois a três milímetros.
A médica veterinária, Daniele Salomão, afirmou ao Correio do Estado que o cão é o principal reservatório na área urbana para leishmaniose.
"O ciclo da leishmaniose é: a mosquinha pica um animal infectado, se infecta com o protozoário, leishmaniose, vai lá é pica outro animal e transfere o protozoário", explicou.
Segundo a veterinária, os sintomas da leishmaniose em animais são:
- Lesões cutâneas: feridas em volta dos lábios, orelhas, focinho
- Aumento excessivo das unhas
- Secreção ocular
- Emagrecimento
- Baixa imunidade, que pode resultar em infecções secundárias
- Sangramento do nariz
- Vômito
- Diarreia
- Transtornos no sistema renal, hepático e neurológico
Os sintomas da leishmaniose em humanos são:
- Febre constante
- Aumento do baço e fígado
- Indisposição
Agosto verde
Cerca de 9 mil cães serão testados contra a leishmaniose visceral canina, em cinco bairros de vulnerabilidade social, localizados em Campo Grande.
A Sesau não informou quais bairros serão contemplados, mas o critério de escolha de bairros para distribuição de coleiras é baseado em vulnerabilidade socioeconômica do local, condições favoráveis à procriação do mosquito-palha, taxa de positividade canina e o número de episódios em humanos.
Além disso, os animais receberão coleiras em combate ao mosquito que transmite a doença.
De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o objetivo é reduzir em 50% o número de casos de leishmaniose em humanos e animais.
As formas de prevenir a leishmaniose são:
- Usar repelentes em animais e humanos
- Adquirir coleira inseticida contra leishmaniose para animais
- Vacinar animais
- Limpar terrenos
- Evitar exposição de matéria orgânica
- Evitar acúmulo de folhas
- Evitar acúmulo de lixo