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Com 13 casos de catapora, doença poderia ser evitada com vacina

Conhecido como catapora, o vírus varicela pode ser prevenido por meio de imunizante próprio e do tetraviral, ambos disponíveis no Sistema Único de Saúde

Cauê Reis

22/04/2023 - 09h30

Apesar de haver vacina contra o vírus da catapora, na Capital, a maioria dos casos críticos poderia ser evitada por meio da imunização. Varicela-zóster é um vírus conhecido popularmente por ser responsável pela catapora, crise que é desencadeada após a infecção.

São duas formas de proteção contra o varicela-zóster, a primeira, por meio da vacina tetraviral, que previne contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, e, a segunda, por meio do imunizante específico contra varicela. As duas vacinas estão disponíveis desde 2013 no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em Campo Grande, a maioria dos casos de catapora notificados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em 2022 poderiam ter sido evitados com vacinas, pois ocorreram entre crianças e adolescentes, na faixa etária de 1 ano a 16 anos. Apenas na faixa etária dos 5 anos aos 9 anos, 13 crianças foram infectadas pelo vírus. 

No ano passado, o total de pessoas que teve a doença foi de 65 e, destes, apenas 10 estavam fora da faixa etária de vacinação, pois eram crianças com menos de 15 meses e adultos acima de 20 anos. 

Vacinação 

De acordo com a Nota Informativa nº 80/2018, da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) do Ministério da Saúde, a vacina contra varicela pode ser aplicada em crianças de até 7 anos de idade. 

A primeira dose da vacina tetraviral deve ser dada dos 15 meses de idade até os 4 anos, em crianças com a primeira dose da tríplice viral. A dose da tetraviral corresponde à segunda dose da tríplice viral ou à primeira dose da vacina contra varicela. 

Um outro esquema vacinal pode ser feito com uma dose de tetraviral aos 15 meses de idade e uma de varicela atenuada aos 4 anos. 

Em Campo Grande, a Sesau informou que não tem dados a respeito da vacinação contra varicela em específico, tendo em vista que a secretaria faz o levantamento apenas para vacinas aplicadas em crianças de até 1 ano de idade – o imunizante é aplicado a partir dos 15 meses. 

Catapora 

A doença, que é altamente contagiosa, pode causar febre, secreções respiratórias e uma série de lesões na pele, principal característica da catapora. Em alguns casos mais graves, a crise de varicela pode causar o óbito do paciente. 

Segundo o médico pediatra Alberto Costa, a catapora é uma doença viral aguda que atinge predominantemente crianças e pode causar febre, queda do estado geral, vesículas no corpo, mal-estar e coceira.

“Essa doença pode diminuir a imunidade das crianças e aí vir alguma infecção secundária, uma pneumonia, uma infecção de via aérea superior, até uma meningite às vezes, por conta da queda da imunidade. E essa doença é particularmente perigosa, no caso da catapora, nas pessoas imunodeficientes, pessoas que têm essas doenças de base que diminuem a imunidade”, alerta o médico. 

Herpes-Zóster 

Além da catapora, o vírus varicela pode causar outra doença, que atinge as pessoas na fase adulta, a herpes-zóster. No entanto, apesar de serem causadas pelo mesmo vírus, as crises são provocadas de maneiras diferentes. 

No caso da herpes-zóster, após a crise de catapora, o vírus pode ficar latente em algumas partes do corpo, particularmente em algumas terminações nervosas, em algum curso de nervos, o que causa a nova crise. A doença pode atingir cerca de 20% das pessoas.

Saiba: Além da catapora, outras doenças, como o sarampo, são evitáveis com imunizantes e têm tido maior incidência por conta das baixas coberturas vacinais.

As crianças podem receber essas vacinas gratuitamente nos serviços de imunização públicos, mas, mesmo assim, a procura tem sido muito inferior à esperada, causando o retorno dessas doenças.

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