Cidades

ATENÇÃO NAS RUAS

Após 10 anos de Maio Amarelo, comportamento no trânsito ainda precisa de mudança

Ações educativas acontecem durante todo o mês na Capital para conscientizar motoristas dos perigos

Há uma década o mês de maio recebe a cor intermediária do semáforo, justamente para chamar atenção dos motoristas para os perigos presentes no trânsito, que podem ser causados tanto por imperícia, imprudência e até negligência. 

Como destaca o presidente da comissão permanente de transporte e trânsito da Câmara Municipal de Campo Grande, Coronel Alírio Villasanti, o comportamento dos motoristas ainda é um dos principais pontos que precisam de atenção e necessitam de mudanças. 

Assim sendo, ficou marcada na manhã desta terça-feira (02) a abertura do Maio Amarelo em Campo Grande, como o tema: “No Trânsito, Escolha a Vida”.

Conforme o presidente, o trânsito no geral possui três pilares, sendo: 

  • Educação, 
  • Engenharia e 
  • Fiscalização. 

Ele explica que Campo Grande possui um programa modelo para todo o Brasil, chamado de Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), um colegiado composto por cerca de 35 órgãos e entidades criado ainda em 2010. 

"Entendo eu, na minha humilde avaliação, que o principal é a educação. Aliada a isso, a fiscalização também, e a engenharia. Durante o mês todo, várias ações educativas de conscientização serão feitas por esses órgãos e entidades", diz o vereador Alírio Villasanti. 

Para ele, o Maio Amarelo, basicamente, visa - através da mudança de comportamento - diminuir acidentes de trânsito, tanto aqueles com lesões graves quanto os que envolvem morte. 

Situação local

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, que considera o cenário brasileiro de lesões de motociclistas no trânsito, em uma década (2011-2021), Mato Grosso do Sul aparece em terceiro no ranking de internações. 

Mato Grosso do Sul (com 12,3% das internações nacionais de motociclistas), como destacou o Correio do Estado, aparece atrás apenas dos Estados de Piauí (17,4%) e Tocantins (13,6%). 

Dados compilados pelo Detran, com base no Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito, mostram que, até o fim de março, 16 pessoas haviam morrido no trânsito da Capital, sendo mais de 2,5 mil acidentes no período. 

Possível nova frota

Ainda conforme o vereador, Cel. Alírio Villasanti, entre as ações do Maio Amarelo, haverá até mesmo uma reunião específica - marcada para a tarde desta quinta-feira (03) - para tratar especificamente do transporte coletivo.

Ele cita que o escalonamento dos horários de entrada e saída das escolas municipais, assim como de duas outras grandes estaduais (Joaquim Murtinho e Hércules Maymonne), também estão entre as pautas da reunião, medida essa que tem a possibilidade de ser estendida até mesmo para o comércio.  

"É possível essa mudança porque, no transporte coletivo, 10 minutos é uma eternidade, melhora muito principalmente nos horários de pico. Para o comércio, para a indústria é possível? Não sei. Vamos discutir. A Associação comercial e a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) virá aqui também e paralelo a isso discutir a renovação da frota do consórcio [Guaicurus]", pontua. 

Villasanti esclarece que estudos - que devem ser apresentados amanhã - trazem até a Câmara Municipal o conhecimento informal de que a frota de ônibus da Capital encontra-se em uma idade média "bem acima da que deve ser contratualmente". 

"A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) trará esse estudo, juntamente com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para a gente discutir se vai renovar ou não e como vai ficar essa situação", finaliza.

 

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