Cidades

saúde

Enfermeiros protestam pelo piso salarial em Campo Grande

"O Governo alega que nós já recebemos o piso, mas quando se faz a somatória e nós discordamos disso", diz a categoria

Valesca Consolaro

27/06/2023 - 11h55

Na manhã desta terça-feira (27), enfermeiros do Hospital Regional e de outros hospitais de Campo Grande se reuniram em manifestação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

A categoria pede pelo cumprimento do Piso da Enfermagem por parte do poder público, uma luta que já é antiga. 

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (SINTSS/MS), Ricardo Bueno, a defesa é do piso da base, que eles alegam não estar recebendo. 

“O Governo alega que nós já recebemos o piso, mas quando se faz a somatória nós discordamos disso”, frisou. 

O grupo manifestante ainda pensa em talvez da Assembleia às 12h, em passeata que deve reunir cerca de 200 profissionais, permanecendo em frente ao Ministério Público durante à tarde, na Avenida Afonso Pena. 

“A ideia é também sair daqui cobrando que a Casa faça a composição de uma comissão que possa nos ajudar no diálogo com o governo dessa situação, porque o governo só fala em fazer estudos, mas estudos só não adiantam, a gente quer que a Casa nos ajude e componha com o sindicato realmente uma comissão já que o Governo Federal disponibilizou através de portaria o dinheiro”, disse Ricardo. 

Ele enfatiza, ainda, que se, até o dia 29 de junho, não for aprovado o piso solicitado, há um indicativo de greve da categoria de enfermeiros. 

Entenda a questão do piso em escala nacional 

O pagamento do piso foi liberado em maio pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, mediante a aplicação de uma série de especificações e condicionantes. Agora, os demais ministros julgam se referendam ou não essa decisão.

O caso começou a ser julgado em maio, com os votos de Barroso e Edson Fachin. Um pedido de vista (mais tempo de análise) de Gilmar Mendes, entretanto, adiou o desfecho. Uma tentativa de retomada foi feita em 16 de junho, quando Gilmar Mendes apresentou voto assinado em conjunto com Barroso, ato inédito no Supremo. Contudo, nova vista pedida por Dias Toffoli novamente impediu a continuidade da análise.

Uma costura interna permitiu que o caso voltasse a pauta nesta sexta (23), o que possibilita que uma decisão seja tomada antes do recesso de julho no Judiciário, salvo se houver nova vista ou pedido de destaque, que remeteria a ação para deliberação presencial no plenário físico.

O pagamento do piso foi suspenso pelo Supremo no ano passado, depois de a medida ter sido aprovada no Congresso e sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A justificativa para a suspensão foi que a legislação não previa fonte de custeio para os pagamentos, afetando diretamente o orçamento de municípios e estados, por exemplo.

Pela decisão de Barroso que liberou o pagamento, estados e municípios devem pagar o piso nacional da enfermagem nos limites dos valores que receberem do governo federal. 

A ordem foi proferida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sancionado a abertura de crédito especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso. 

Pelo novo voto conjunto apresentado por Barroso e Mendes, em caso de eventual insuficiência de recursos federais, a União poderá abrir crédito suplementar mediante a destinação de emendas parlamentares destinadas à saúde. 

No caso do setor privado, o voto conjunto propõe prazo de 60 dias para que empresas e sindicatos conduzam negociações coletivas que flexibilizem o valor do piso. 

Tal medida visa manter empregos, justificaram Barroso e Mendes, e prevê “tempo razoável” para eventual flexibilização do valor.

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. 

Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

*Com informações da Agência Brasil 

Oportunidade de Emprego

Prefeitura abre seleção sem prova com salário de R$ 2,5 mil em Campo Grande

Inscrições gratuitas começam na segunda-feira (9); seleção exige formação em Magistério ou Normal Médio e será feita por análise de títulos.

06/11/2026 19h32

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9). Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

Nova regra já está em vigor e permite que segurados que tiveram o benefício negado pela análise de documentos apresentem novos laudos antes de recorrer

06/11/2026 18h31

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias.

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).