Thalisson Weslley Silva dos Santos, de 29 anos, morreu vítima da colisão da moto que pilotava com uma caminhonete. O acidente aconteceu por volta das 4 horas da madrugada desta quarta-feira (5), no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Rui Barbosa, no centro de Campo Grande.
Imagens de câmera de segurança mostram que o motociclista seguia na avenida Afonso Pena sentido shopping, em alta velocidade, e o condutor da caminhonete seguia na Rui Barbosa sentido Mato Grosso. No cruzamento, ambos colidiram.
Sangue ficou marcado na faixa de pedestres - Crédito: Marcelo VictorO motociclista bateu na lateral da S10 e teve morte instantânea. A caminhonete seguiu por mais alguns metros e foi parar na calçada.
Conforme apurado pela reportagem, o sinal estava aberto para o motorista e fechado para o motociclista. Ou seja, a moto furou o sinal. Imagens mostram que os ocupantes da caminhonete saíram ilesos e descem andando do veículo.
Após o acidente, populares prestam socorro à vitima e chamam a ambulância. Mas, o rapaz morreu no local. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e perícia compareceram no local.
O motorista da caminhonete se recursou a fazer o teste do bafômetro. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).
Veja o vídeo do acidente:
VÍTIMAS
Esta foi a terceira morte de motociclista no trânsito da Capital desde segunda-feira. Dois motociclistas faleceram no anel viário, nas imediações da Uniderp Agrárias, na segunda-feira (3). Um morreu no período da manhã e outro à noite.
Dados do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) apontam que seis pessoas morreram no trânsito da Capital em junho de 2023. O número é duas vezes maior que o registrado em junho de 2022.
Números da Agência Municipal de Transporte e Trânsito indicam que 34 pessoas faleceram em acidentes, na Capital, entre janeiro e junho de 2023.
Segundo a gerente de Educação para o Trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ivanise Rotta, as principais causas desses acidentes são excesso de velocidade, direção combinada com álcool e falta ou irregularidades na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“Falar só imprudência ou imperícia é muito amplo, por isso o nosso Grupo de Análise de Acidentes de Trânsito [Gaat] identificou que o principal fator de risco nas ruas de Campo Grande é o excesso de velocidade. Na Capital, a velocidade máxima é de 50 km/h, mas ninguém anda nessa velocidade. Essa é a velocidade de segurança, e, para o caso de acidente, ela reduz para 10% a probabilidade de morte”, explicou.
“O segundo problema é beber e dirigir. A sociedade normalizou esse fato e isso afeta muito o trânsito. Um terceiro ponto também é a falta de CNH ou que ela esteja irregular, suspensa ou cassada”, completou Ivanise.