Cidades

meio ambiente

Entidades questionam projeto do parque, mesmo após acordo

Grupo protocolou na tarde de ontem petição no Fórum de Campo Grande em que pede que juiz não homologue proposta do governo sobre o Parque dos Poderes

Ana Clara Santos

05/09/2023 - 09h30

Grupo formado por várias entidades protocolou ontem uma petição no Fórum de Campo Grande solicitando figurar como polo ativo no processo que corre na Justiça que tenta evitar a supressão de mata no Parque dos Poderes. O pedido, no entanto, vem na contramão de acordo feito entre governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e Tribunal de Justiça de MS (TJMS) que prevê a criação de um cinturão verde na região.

Na visão dos ambientalistas que fizeram um ato em frente ao Fórum, o acordo abre caminho para desmatar áreas que deveriam ser preservadas. No entanto, o acordo prevê uma área de preservação maior do que a atual lei em vigor no Estado.

Conforme o advogado Lairson Palermo, membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional MS (OAB-MS), a intenção do protesto é pressionar o poder público para que o acordo que cria o cinturão verde seja suspenso. 

“Tem estudos geográficos que mostram que aquilo [Parque dos Poderes] é uma espécie de pulmão, um filtro para quem mora ao redor e aqui embaixo”, disse, destacando que o parque está em uma altura maior em relação ao restante da cidade. 

O advogado ainda diz que o acordo deveria ser revisto, não apenas pela questão ambiental, mas porque o desmatamento permitido foi estabelecido visando construções futuras, especialmente a de um novo prédio para o TJMS. 

“Qual o impacto que ele [desmatamento] tem sobre a vida daquelas pessoas que estão ali?”, perguntou Palermo. 

Para a advogada e ex-candidata ao governo de MS Giselle Marques, o acordo não prevê menos desmatamento.

“Não é possível a celebração desse acordo porque o meio ambiente é um bem indisponível. O meio ambiente não é do Ministério Público e não é do governo do Estado, ele é um bem difuso que pertence a todas as pessoas”, concluiu. 

Ao Correio do Estado, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) afirmou que uma das formas encontradas por ela e mais oito parlamentares foi pedir o tombamento do parque pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Para isso, a vereadora, com uma comissão formada por ambientalistas e outras pessoas, vai protocolar um requerimento para que o processo de tombamento pelo Iphan seja iniciado. 

A parlamentar também pretende protocolar um pedido semelhante no Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Grande. 

De acordo com Luiza, se aberto, o requerimento na esfera municipal terá o poder de frear o desmatamento de forma quase imediata. 

A parlamentar ainda pedirá no dia 21, Dia da Árvore, que o projeto de lei que regulamenta o tombamento do complexo, que, além do Parque dos Poderes, inclui o Parque das Nações Indígenas e o Parque Estadual do Prosa, seja retomado na Câmara Municipal.

CINTURÃO VERDE

A criação do cinturão verde no Parque dos Poderes deve ser efetivada com o envio de um nova lei, que o governador Eduardo Riedel (PSDB) encaminhará à Assembleia Legislativa e que deverá substituir a Lei nº 5.237/2018, que trata da ocupação do Parque dos Poderes, sancionada por seu antecessor, Reinaldo Azambuja.

No novo texto, a área preservada no parque deverá ser de 175,66 hectares de mata nativa, valor superior ao que está em vigor atualmente, que prevê preservação de 164,61 hectares.

Educação

Pé-de-Meia Universitário deve começar em 2027 para aluno do CadÚnico

Programa também será universalizado para ensino médio público em março

04/11/2026 23h00

Programa também será universalizado para ensino médio público em março

Programa também será universalizado para ensino médio público em março Fabio Pozzebom / Agência Brasil

Continue Lendo...

Venda Suspensa

Cade suspende aval à venda do Consórcio Guaicurus por possíveis omissões

Decisão do órgão federal determina nova análise da negociação após questionamentos sobre intervenção municipal, situação financeira das empresas e disputas judiciais.

04/11/2026 20h32

Ônibus do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande; Cade suspendeu aval à venda das empresas.

Ônibus do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande; Cade suspendeu aval à venda das empresas. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).