Enquanto a Prefeitura e o Hospital Universitário não entram em acordo, crianças ficam sem atendimento ou são recebidas em “caráter de excepcionalidade".
Dois fatores são impedimentos com relação ao atendimento, o primeiro a falta de profissionais e o segundo trata-se do regulamento interno do hospital que não permite atendimento a pacientes menores de 10 anos. Ainda assim, quatro crianças deram entrada.
No, entanto, em contato com a assessoria da SESAU (Secretaria Municipal de Saúde), garantiu que encaminhou os pequenos, uma delas com apenas 3 anos, devido ao fato do hospital ser referência no estado.
Segundo a assessoria do hospital, apesar do regimento interno e a falta de profissionais, as quatro crianças receberam atendimento. Somente uma delas precisou de sedação.
"Quando um anestesista fica disponível para [o atendimento] ele fica quase quatro horas com a criança. Desde o momento da indução, procedimento até que acorde da sedação".
Uma das crianças passou por 14 sessões de radioterapia. Sobre o caso da criança de 3 anos, a assessoria explicou que ela nem deveria ter dado entrada, já que o protocolo interno não permite. Questionada sobre este caso, a resposta da Sesau foi que o hospital atendeu a demanda em caráter “excepcional”.
Enquanto o processo de licitação para contratação de novos funcionários se alonga em trâmites burocráticos, o atendimento segue operando, mas em menor demanda. Os pacientes estão sendo monitorados por uma equipe multidisciplinar. O Hospital Universitário garante que se anestesistas forem cedidos podem atender mais pacientes.
E explica que embora ofereça a radioterapia não é uma referência no estado e não possuem no momento aporte de profissionais para receber mais demandas.
“Temos técnicos em radiologia; Não é possível os anestesistas concursados receberem como hora extra ou fazerem horas extras, porque eles foram concursados para determinada carga horária (é um regime completamente diferente de uma empresa privada, que requer seguir os parâmetros estabelecidos pela administração pública e pela legislação pertinente)"
No momento apenas uma criança de 12 anos, está sendo atendida no Humap que apontou um relatório aproximado de 550 pacientes atendidos e finalizados. "O volume de consultas é maior que esse número, porque temos pacientes que vem encaminhados para radioterapia e não tem indicação do tratamento".