Cidades

EMERGÊNCIA

Com obras em atraso, prefeita fala em ampliar projeto de salas modulares

Até agora, segundo o secretário de educação, em apenas uma das 42 escolas as salas foram entregues. Prefeita apelou à pandemia para justificar esse tipo de construção

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), apelou à pandemia da covid 19 para justificar a construção de 166 salas de aula pré-moldadas em Campo Grande, projeto que está sendo executado ao custo de R$ 42 milhões em contrato assinado por meio de ata de registro de preços com um duas empresas de Minas Gerais. Além, disso, deu a entender que pretende ampliar o projeto. 

Conforme o anúncio inicial, estas salas modulares garantiriam a abertura de 6,6 mil novas vagas em 2024, mas até agora, quase duas semanas depois do início do ano letivo, poucas foram concluídas. 

Na manhã desta segunda-feira (26), o secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt, citou que em apenas uma escola nas Moreninhas estas salas já estão disponíveis e duas outras estão na fase final de instalação. Em cada uma destas escolas, de acordo com ele, estão sendo oferecidas 600 novas vagas para alunos do 1º ao 9º ano. 

Conforme anúncio feito pela assessoria da prefeitura de Campo Grande no dia 15 de janeiro, a previsão era de que até o fim daquele mês estivessem prontas 51 novas salas. A nota foi publicada horas depois de a prefeita afirmar que todas as 166 salas estariam concluídas antes do início das aulas, que começaram no dia 15 de fevereiro. 
 
A previsão mais recente, conforme o secretário de Educação, é de que todas estejam instaladas até o fim de abril. Conforme Lucas, elas serão instaladas em 42 escolas de diferentes regiões da Capital. 

Adriane Lopes justificou a escolha por este tipo de construção “por ser algo futurista. Na pandemia nós vimos hospitais modulares sendo construídos. Se deu certo para hospitais, por que não para salas de aula?”, afirmou ao dizer que havia urgência na construção destas salas.

“Em outubro nós fomos constrangidos por quase 50 a 60 pais, mães e responsáveis nas regiões. E aí, num curto espaço de tempo, as equipes técnicas entenderam que era viável e em dezembro a gente já começa a construção”. 

Porém, bem antes disso, as empresas interessadas em construir estas salas já estavam organizadas. No dia 13 de setembro do ano passado foi criado o consórcio Lucerna, de Minas Gerais. Ele foi criado exatamente no mesmo dia em que outro consórcio, o Cointa (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari) fez a Ata de Registro de Preços definindo o valor de cada sala de aula.

Em 24 de novembro do ano passado, a assessoria da prefeitura da Capital informou que “as salas modulares têm, cada, 48 metros quadrados. O sistema modular pré-fabricado são painéis de aço galvalume (liga de alumínio e zinco) revestido por espuma rígida de poliisocianurato (PIR), sendo do tipo “off-site” – fabricado em ambiente industrial e controlado, chegando praticamente prontos no canteiro de obras, sendo apenas montados no local da obra”.

E a prefeita não só defendeu a pertinência deste tipo de construção, como falou da possibilidade de ampliar o projeto. “A nossa missão neste ano é entregar as 166 salas de aula, trazendo mais 6.600 novas vagas, ou até ampliar ainda mais este projeto, num planejamento que está sendo executado com muita responsabilidade e transparência pela nossa equipe da Secretaria de Educação”.
 

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