Cidades

Justiça

Homem que matou sul-mato-grossense fã de Taylor Swift é condenado

Assassino foi condenado a 33 anos de prisão

Alexandra Cavalcanti

26/06/2024 - 11h08

O Juízo da 33º Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou Anderson Henrique Brandão a 33 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do estudante Gabriel Mongenot Santana Milhomem Santos, de 25 anos, morto na praia de Copacabana durante um assalto em novembro do ano passado. 

Anderson Henrique Brandão estava preso desde novembro, quando a Justiça do Rio converteu a prisão em flagrante em preventiva pela suspeita do crime. No entanto, Jonathan Batista Barbosa, que também respondia pelo crime, foi absolvido e teve a prisão revogada. A condenação de Anderson foi confirmada pelo juiz Daniel Werneck Cotta.

Gabriel foi assassinado enquanto estava no Rio de Janeiro para assistir ao show da cantora e compositora norte-americana Taylor Swift, que na época trazia ao Brasil sua turnê “The Eras Tour”. O jovem, no entanto, morreu poucas horas antes do evento. 

Relembre o caso

De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil do Rio, um grupo de quatro amigos estava na praia de Copacabana quando foi abordado por dois criminosos, que anunciaram o assalto. Segundo as autoridades, Gabriel não reagiu ao assalto, mas, mesmo assim, foi esfaqueado. Os indiciados foram presos pouco depois.  

Os assaltantes levaram a chave de um veículo e dois telefones celulares. Anderson Henriques Brandão foi reconhecido por testemunhas. Ele já havia sido abordado 56 vezes por agentes do programa Segurança Presente de Copacabana.

A vítima não resistiu, e morreu no local. O corpo foi encontrado na areia da praia na esquina da Rua Figueiredo de Magalhães com a Avenida Atlântica, com perfurações de objeto cortante e sem os pertences.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o suspeito de matar o jovem, apontado como Jonathan Barbosa, foi preso na mesma região algumas horas depois do crime. Ele já teria diversas passagens criminais, como porte de arma de fogo, roubo, furto, lesão corporal, homicídio e receptação. 

Ainda segundo as autoridades, o suspeito estava preso antes de cometer o crime, mas conseguiu um alvará de soltura na Justiça e havia sido solto algumas horas antes de esfaquear Mongenot. Outros dois homens, identificados como Anderson e Alan, também foram presos em flagrante, e confessaram participação no assalto.

O crime foi registrado como latrocínio, roubo seguido de morte.

Mongenot

Natural de Mato Grosso do Sul, Gabriel estudava engenharia aeroespacial em Minas Gerais, e tinha formatura prevista para o próximo ano. 

Nas redes sociais, ele se descrevia como um estudante "encantado por temas de exploração espacial, descobertas científicas e música", e afirmava ainda que buscava "desafios que me coloquem em cenários em que eu possa aprender e contribuir".

Ele é filho da secretária-adjunta de Assistência Social de Campo Grande (SAS), Inês Mongenot.

*Colaborou Alanis Netto
 

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