Cidades

Manifestação

Servidores da UFMS cobram reajuste do governo federal em ato

Professores e técnicos administrativos fazem manifestação nesta terça-feira (11) para cobrar reajuste salarial

Laura Brasil

10/03/2025 - 17h53

Cerca de nove meses após fechar acordo com o governo federal, servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) irão realizar um ato nesta terça-feira (11), em frente ao Moreninho.

A professora Mariuza Guimarães, presidenta da Associação de Docentes da UFMS (Adufms), explicou que, embora a divulgação tenha mencionado paralisação, por enquanto será apenas uma passeata, que sairá do Moreninho e seguirá até a pró-reitoria da UFMS.

A mobilização foi aprovada durante a Assembleia Geral pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) e pela Associação de Docentes da UFMS (Adufms).

Alinhamento

Muito embora tenham entrado em um acordo, em 2024 que levou a suspensão da greve geral, a professora Mariuza destacou que não houve avanço nas negociações e que o reajuste salarial previsto para 2025 e 2026 não foi cumprido.

“Foi assinado um acordo de reajuste de 9% a partir de 1º de janeiro. Entretanto, em razão da não aprovação da LOA pelo Congresso, esse reajuste não foi cumprido”, explicou Mariuza e completou:

“Existem outras questões, como ajustes na carreira, reenquadramento de aposentados e mudanças de normativas para garantir a isonomia entre universidades e institutos federais, além de outras demandas que não foram cumpridas na íntegra”.

Pressão no governo Lula

No dia 1º de maio de 2024, como acompanhou o Correio do Estado, os docentes aderiram à greve nacional que reivindicava a recomposição salarial ao nível da inflação.

Com isso, é a segunda vez que os servidores da educação e técnicos iniciam protesto durante no governo Lula 3.

A reportagem questionou a professora Mariuza, o motivo de não ter ocorrido manifestações durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sobre isso, a educadora pontuou que aí reside a “diferença entre um governo democrático e um governo autoritário”.

“Em um governo democrático, é possível fazer movimentos sem ameaças e sem intimidações. Mas, de qualquer forma, não se pode dizer que nós não fizemos movimentos durante o governo Bolsonaro. Não fizemos greves, mas realizamos uma série de mobilizações. Fomos às ruas, lutamos contra as reformas e tentamos dialogar com o governo Bolsonaro. Entretanto, nenhuma das nossas solicitações foi atendida, nem mesmo as demandas protocoladas ou a solicitação de reunião tiveram resposta”, pontuou.

Crédito: Gerson Oliveira / Manifestação dos estudantes durante governo BolsonaroCrédito: Gerson Oliveira / Manifestação dos estudantes durante governo Bolsonaro

Como bem destacou a educadora, houveram protestos em 2019,  em que estudantes ocuparam o bloco 6 da UFMS contra o projeto do governo do então presidente Jair Bolsonaro.

E também, quando  as ruas de Campo Grande foram tomadas em protestos contrários a cortes na educação. 

Aulas normais

Embora o ato esteja programado, a presidente da Adufms explicou que as aulas seguirão normalmente. 

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