Publicação do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (26) prorrogou por mais 90 dias o afastamento do delegado da Polícia Civil Luccas Rodrigues Gomes, e dos investigadores Fernando César Guerra Bagordache e Dagoberto Peters.
Essa é a segunda vez que o afastamento dos investigados é mantido. Afastados compulsoriamente pela primeira vez em 6 de dezembro de 2024, Luccas, Fernando e Dagoberto tiveram a primeira prorrogação decreta em 7 de março deste ano.
Desde o afastamento, os três são monitorados por tornozeleiras eletrônicas e estão com as armas recolhidas pela Polícia Civil, assim como munições, coletes balísticos, algemas, distintivos, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinados aos referidos policiais, bem como itens de uso pessoal em serviço, como camisetas com a identificação da Polícia Civil. Além disso, tiveram o acesso aos sistemas de informação como SIGO, INFOSEG e bancos de dados suspensos e perderam o direito às férias.
Após o afastamento, Luccas Rodrigues Gomes ainda foi dispensado da função de confiança de
Delegado Adjunto que exercia na Segunda Delegacia de Polícia Civil de Dourados, em decisão publicada em 16 de dezembro de 2024.
Entenda o caso
A investigação decorre de um suposto esquema de extorsão de contrabandistas da região de Dourados. De acordo com as investigações, eles teriam apreendido produtos eletrônicos no chamado “hotel do contrabando”, não fizeram o registro oficial das apreensões e não teriam devolvido as mercadorias supostamente recolhidas neste local.
No dia 23 de outubro, o hotel foi alvo de uma operação Polícia Federal e agentes da Receita Federal que resultou no bloqueio de bens da ordem R$ 3 milhões de pessoas ligadas a este depósito clandestino de mercadorias contrabandeadas. Conforme a Polícia Federal, o proprietário do hotel era o principal responsável pelo esquema de contrabando.
Antes disso, esse mesmo local já havia sido alvo de uma operação em setembro de 2021. Mesmo assim, o hotel continuou recebendo as chamadas “formiguinhas” do contrabando, que transportam desde cigarros, perfumes, eletrônicos, relógios, roupas, equipamentos para a pesca, essência de narguilé e, principalmente, celulares.
*Colaborou Neri Kaspary