Cidades

DEMOROU, MAS FOI

Sesau finalmente destrava emplacamento de ambulâncias paradas há meses

Homologação de dispensa de licitação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (30) e deve colocar 'ponto final' em novela que se arrasta por muito tempo

Entregues pelo Governo Federal, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) doadas ao município de Campo Grande finalmente serão emplacadas e, então, colocar ‘ponto final’ em novela que se arrasta desde o final de abril.

Em publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (30), foi oficializado a dispensa de licitação para o emplacamento dos sete veículos hospitalares. Com isso, a empresa Placas do Xefe, localizada na Avenida Salgado Filho, na capital sul-mato-grossense, foi contratada de forma direta.

Importante ressaltar que as ambulâncias que circulam por Campo Grande são alugadas junto a empresa mineira A & G Serviços Médicos Ltda. O contrato de locação entre as partes se encerra no dia 08 de julho e, por isso, a pressa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para realização do emplacamento dos veículos doados.

No último dia 18, em reportagem do Correio do Estado, foi apurado que a primeira tentativa de contratação direta para este serviço falhou por não apresentar interessados. Em resposta, a pasta divulgou que uma nova disputa seria marcada para dia 26, "considerando a permanência de necessidade do objeto".

Dito e feito, já que nesta segunda-feira foi anunciada a empresa que ficará responsável pelo serviço. Mesmo sem a Prefeitura anunciar o custo para emplacamento dos veículos, é possível verificar - através de pesquisa pela internet - que cada placa Mercosul varia de R$ 140 a R$ 240, ou seja, o valor total do serviço ficaria entre R$ 980,00 e R$ 1.680,00.

Entregues em evento no final de abril, as sete ambulâncias são investimentos oriundos do Ministério da Saúde/Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob valor de R$ 2.734.000,00. São seis Renault Master Flash AM5 do ano 2024/2025 e um Mercedes-Benz Modelo 417, também de 2024/2025.

Segundo a prefeitura, são seis ambulâncias de suporte básico e uma de suporte avançado, com o primeiro tipo de veículo equipado com torniquetes, faixas, ataduras, prancha rígida para acidente e redblock, composta por técnico de enfermagem e um condutor socorrista.

Custo-benefício e promessa

Em evento no início deste mês, a prefeita Adriane Lopes destacou que, de forma geral, é mais barato ao município locar os veículos do que manter uma frota própria.

“Manter uma ambulância própria custa, em média, R$ 35 mil por mês. Com a locação, pagamos R$ 15.800 por unidade, já com seguro, com troca e substituição imediata, se necessário. É bem mais barato alugar do que manter uma frota própria, especialmente em uma situação emergencial como a que enfrentamos”, afirmou.

Ainda, a chefe do executivo municipal prometeu que as ambulâncias doadas estarão aptas a atender a população campo-grandense em breve, junto ao final do contrato com a empresa responsável pela locação das que já circulam pela capital.

“No dia 8 de julho, com o fim do contrato, as ambulâncias doadas estarão totalmente documentadas, asseguradas e prontas para atender a população. O serviço do Samu não pode ter a qualidade reduzida. Nós conseguimos recuperar o padrão do atendimento e não vamos permitir que ele volte a ser como era antes, com falhas no socorro”, complementou Adriane, que disse que o município conta atualmente com 22 ambulâncias em circulação.

*Colaborou Alison Silva e Leo Ribeiro

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